PM salva mulher de tentativa de feminicídio e atinge agressor a tiros em Criciúma

TimeCras
Roberto Farias
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Homem ameaçava a companheira com um simulacro de arma de fogo, continuou as agressões diante dos policiais e foi atingido por dois disparos


CRICIÚMA (SC), 26 de outubro de 2026 — Uma intervenção da Polícia Militar impediu que uma mulher continuasse sendo agredida e ameaçada de morte na manhã desta segunda-feira (26), no bairro Vila Rica, em Criciúma, no Sul de Santa Catarina. O suspeito foi baleado após desobedecer às ordens dos policiais e manter o ataque contra a companheira. Os dois foram socorridos e encaminhados ao Hospital São José.

A ocorrência foi registrada como tentativa de feminicídio. Imagens da ação mostram o momento em que os policiais se aproximam do homem, ordenam que ele solte o objeto que segurava e efetuam disparos para interromper a agressão.

Motorista tentou ajudar antes da chegada da PM

Segundo informações divulgadas pela imprensa regional, a ocorrência aconteceu por volta das 9h, na Rua Jovino Patrício. A mulher estava na rua pedindo socorro quando moradores perceberam a situação e acionaram a polícia.

Um motorista que passava pelo local também tentou intervir, mas teria sido ameaçado pelo agressor e recorreu à Polícia Militar.

Quando os agentes chegaram, encontraram o homem segurando a companheira pelo pescoço, em um golpe conhecido como “mata-leão”, e golpeando a cabeça dela com um objeto semelhante a uma arma de fogo.

Mesmo diante da presença policial, o suspeito não interrompeu as agressões.

Policiais dispararam para interromper o ataque

De acordo com informações atribuídas ao comandante do 9º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Mário Luiz Silva, os policiais deram ordens para que o homem largasse o objeto e cessasse a violência.

Como as determinações não foram atendidas e o ataque continuou, um dos militares efetuou dois disparos contra o suspeito. A intervenção permitiu que a vítima fosse retirada da situação de perigo.

Após a ação, os policiais verificaram que o objeto utilizado pelo agressor era um simulacro de arma de fogo, ou seja, uma imitação de arma real.

Uma faca também foi localizada com o homem.

Mulher sofreu lesões na cabeça, no rosto e no pescoço

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para prestar socorro aos envolvidos.

A mulher apresentava lesões na cabeça, no rosto e no pescoço. O suspeito também recebeu atendimento após ser atingido pelos disparos.

Segundo informações publicadas pelo portal 4oito às 14h30, o homem estava estável quando foi encaminhado ao hospital. Os dois foram levados ao Hospital São José, em Criciúma.

Até a última atualização desta reportagem, não havia confirmação pública de alta hospitalar ou de uma nova avaliação clínica dos envolvidos.

Suspeito tem registros anteriores de violência doméstica

Conforme informações atribuídas ao comandante do 9º Batalhão, o homem possui antecedentes policiais relacionados à violência doméstica, incluindo registros envolvendo a mesma companheira em anos anteriores e também em 2026.

Essas informações indicam a necessidade de apurar o histórico do relacionamento e verificar se havia medidas protetivas ou outras determinações judiciais relacionadas ao caso. Não há confirmação suficiente, até o momento, para afirmar que existia uma medida protetiva em vigor durante a ocorrência.

A Polícia Civil e a Polícia Científica estiveram no local para realizar os procedimentos investigativos e periciais.

Circunstâncias dos disparos serão apuradas

Em avaliação preliminar divulgada pela imprensa regional, o comandante da Polícia Militar considerou que a intervenção ocorreu em legítima defesa de terceiros, diante da necessidade de interromper as agressões contra a mulher.

Essa avaliação inicial não substitui a apuração formal dos fatos. As circunstâncias da ação policial e os demais elementos da ocorrência poderão ser examinados pelas autoridades competentes.

O caso também evidencia a importância de denunciar ameaças e agressões domésticas, especialmente quando há risco imediato à vida.

Como denunciar violência contra a mulher

  • 190 — Polícia Militar: para emergências e situações de risco imediato.
  • 180 — Central de Atendimento à Mulher: para orientação e denúncias de violência contra a mulher.


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