Ofensiva com mísseis e drones atingiu várias regiões ucranianas; número de mortos na cidade aumentou durante as operações de resgate
Pryluky, Ucrânia — 7 de outubro de 2026
A cidade de Pryluky, na região de Chernihiv, no norte da Ucrânia, amanheceu nesta quarta-feira (7) sob o impacto de uma nova ofensiva russa. Um prédio residencial de cinco andares foi atingido durante os ataques e parte da estrutura desabou, deixando um número crescente de mortos e feridos.
As primeiras informações divulgadas pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apontavam cinco mortos e 26 feridos, incluindo crianças. Com o avanço das equipes de resgate, entretanto, o balanço aumentou sucessivamente.
A Polícia Nacional da Ucrânia chegou a confirmar 13 mortos e 50 feridos, entre eles sete crianças. Quatro das vítimas fatais eram crianças. Posteriormente, novas atualizações de agências internacionais apontaram um número ainda maior de mortos: a Reuters informou 14 vítimas fatais em Pryluky, enquanto a Associated Press passou a registrar 15.
A diferença entre os números está relacionada ao andamento das operações de busca e à identificação das vítimas. Por isso, o balanço ainda era tratado como provisório durante a apuração.
Moradores ficaram presos entre os escombros
O ataque ocorreu nas primeiras horas da manhã, quando muitos moradores ainda estavam em casa. Equipes de emergência foram mobilizadas imediatamente para retirar pessoas dos apartamentos atingidos e procurar possíveis sobreviventes.
Além do edifício residencial, autoridades ucranianas registraram danos em um Centro de Criatividade Infantil e Juvenil e em uma empresa localizada na cidade.
Policiais, bombeiros, médicos e equipes de resgate permaneceram no local durante horas. A prioridade era localizar pessoas que pudessem estar sob os destroços e retirar os escombros com segurança.
A destruição deixou uma parte significativa do prédio inutilizada e obrigou moradores de áreas próximas a deixar suas casas.
Ataque fez parte de uma ofensiva mais ampla
O episódio em Pryluky não foi um ataque isolado.
A Rússia lançou uma nova onda de mísseis e drones contra diferentes regiões da Ucrânia. Segundo informações reunidas pela Reuters, Kyiv, Kremenchuk, Oleksandria e outras localidades também foram atingidas.
Em Kremenchuk, na região de Poltava, autoridades ucranianas registraram duas mortes e sete feridos. A ofensiva também provocou danos em estruturas de infraestrutura e instalações relacionadas ao fornecimento de energia.
O presidente Zelensky afirmou que a Rússia utilizou cerca de 70 mísseis, muitos deles balísticos, além de drones durante a operação.
A intensidade dos ataques levou autoridades ucranianas a adotar medidas emergenciais no sistema elétrico. Segundo a Reuters, cortes temporários de energia foram determinados em cinco regiões.
Rússia diz que atacou instalações militares
O governo russo confirmou a realização da ofensiva, mas apresentou uma versão diferente sobre seus objetivos.
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que os ataques tiveram como alvo instalações da indústria militar ucraniana e estruturas utilizadas para produção e armazenamento de armamentos e drones.
Moscou também relatou ataques contra estruturas portuárias e de reparação naval na região de Odesa.
No caso de Pryluky, porém, as autoridades ucranianas identificaram o local destruído como um prédio residencial. Não há confirmação independente de que o edifício tivesse função militar.
A diferença entre as versões de Moscou e Kyiv reflete uma característica recorrente da guerra: informações sobre alvos, danos e responsabilidades frequentemente são divulgadas separadamente pelos dois lados e nem sempre podem ser verificadas de forma independente no momento em que os ataques acontecem.
Zelensky pede mais defesa aérea
Após a ofensiva, Zelensky voltou a cobrar dos países aliados o envio de equipamentos de defesa aérea para proteger cidades e infraestrutura ucranianas.
O presidente afirmou que os mísseis balísticos continuam sendo uma das maiores ameaças enfrentadas pelo país e pediu especialmente o reforço dos sistemas capazes de interceptar esse tipo de armamento.
A preocupação ucraniana aumentou diante dos danos registrados em instalações de energia. A estratégia russa de atacar infraestrutura durante períodos de maior necessidade de eletricidade é considerada pelas autoridades de Kyiv um dos principais riscos para a população civil.
Número de mortos ainda pode mudar
A evolução do caso em Pryluky mostra como o balanço de vítimas pode mudar nas horas seguintes a um ataque de grande intensidade.
O primeiro número divulgado foi de cinco mortos. Depois, as autoridades ucranianas registraram nove, antes de confirmarem 13 mortos e 50 feridos. A Reuters posteriormente passou a informar 14 mortos, enquanto a AP registrou 15.
Por isso, o TimeCras considera 15 mortos o número mais recente divulgado por uma grande agência internacional, mas mantém a informação sobre os balanços anteriores para deixar claro ao leitor como a contagem evoluiu.
O total de vítimas de toda a ofensiva também aumentou conforme os ataques foram contabilizados em outras cidades ucranianas.
As autoridades continuam investigando os danos e identificando as vítimas. As operações de resgate e a apuração dos números seguem em andamento.
Uma manhã marcada pela destruição
As imagens divulgadas após o ataque mostram o tamanho dos danos provocados em Pryluky. Estruturas residenciais foram destruídas, veículos ficaram danificados e equipes de emergência trabalharam entre grandes volumes de concreto e outros materiais dos edifícios atingidos.
Para os moradores, o ataque significou mais do que a destruição de apartamentos: famílias perderam parentes, casas e pertences em poucos minutos.
Enquanto a guerra entre Rússia e Ucrânia continua sem uma solução definitiva, ataques como o registrado nesta quarta-feira voltam a colocar a população civil no centro dos riscos do conflito.
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