Islamabad/Washington, 12 de junho de 2026 — O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciou nesta sexta-feira que foi alcançado o “texto final acordado” de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. Islamabad, principal mediador do processo, informou que trabalha agora com as duas partes para definir os próximos passos de implementação.
Em publicação nas redes sociais, Sharif declarou: “Definimos de lado o ruído. Podemos confirmar que um texto final acordado do acordo de paz foi alcançado e o Paquistão está trabalhando em estreita colaboração com ambos os lados para finalizar os próximos passos”. Ele ainda destacou que “a paz nunca esteve tão próxima como agora”.
Da reação do Irã
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, adotou tom otimista, mas cauteloso. Em postagem nas redes sociais, afirmou que o “Memorando de Entendimento de Islamabad” “nunca esteve tão próximo” e pediu que a mídia evite especulações sobre o conteúdo até a finalização completa. “Todos os detalhes serão compartilhados com o público no momento oportuno”, completou.
No entanto, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, reforçou que ainda não há decisão final. Segundo ele, o texto está em fase de revisão interna pelos órgãos competentes de Teerã, e a aprovação deve seguir os procedimentos institucionais do país.
Fontes da administração Trump indicaram que um possível acordo pode ser assinado nos próximos dias, embora não haja confiança total de que será concretizado imediatamente.
A Tensão persiste no Estreito de Ormuz
Apesar do avanço diplomático, o cessar-fogo segue frágil. Nesta sexta-feira, forças americanas derrubaram dois drones de ataque iranianos no Estreito de Ormuz. De acordo com autoridades dos EUA, os drones representavam ameaça a navios comerciais que transitavam pela região estratégica.
O tráfego marítimo continua, mas o incidente ilustra a volatilidade no local por onde passa grande parte do petróleo mundial. O presidente Donald Trump cancelou novos ataques planejados contra o Irã, citando o progresso nas negociações, mas manteve postura defensiva para proteger a navegação internacional.
O conflito direto entre EUA e Irã, intensificado nos últimos meses, envolveu ataques recíprocos, bloqueio naval e forte impacto nos preços globais do petróleo. O possível acordo deve tratar da reabertura plena do Estreito de Ormuz, questões relacionadas ao programa nuclear iraniano e possível alívio gradual de sanções, embora pontos sensíveis permaneçam em discussão.
A situação evolui rapidamente. Novas atualizações são esperadas nas próximas horas, conforme Teerã conclua sua revisão interna e as partes avancem para a assinatura e implementação do memorando.
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