EUA e Venezuela eliminam em operação conjunta o líder máximo do Tren de Aragua, Niño Guerrero

TimeCras
Roberto Farias
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Niño Guerrero - 2023

Trump anuncia ataque militar preciso que resultou na morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, fundador da facção criminosa venezuelana que se expandiu por vários países da América Latina e chegou aos Estados Unidos.



Brasília, 13 de junho de 2026 — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite de sexta-feira (12) a morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero”, considerado o fundador e líder máximo do Tren de Aragua (TdA). A ação foi realizada pelo Comando Sul das Forças Armadas americanas (SOUTHCOM) em solo venezuelano, com coordenação e apoio das autoridades de segurança da Venezuela.Trump descreveu a operação como um “ataque cinético rápido e letal” que “executou com sucesso” o alvo. Vídeo não classificado divulgado pelo presidente mostra, de cima, um pequeno prédio com telhado verde sendo atingido e explodindo. A Venezuela confirmou que, durante confrontos com membros do grupo, o líder foi neutralizado em uma ação combinada no estado de Bolívar, no sudeste do país, região do Arco Mineiro rica em mineração ilegal.Quem era Niño GuerreroNascido em 2 de dezembro de 1983 em Maracay, no estado de Aragua, Guerrero Flores transformou uma gangue prisional local em uma das organizações criminosas mais perigosas e expansivas da América Latina. Fugiu duas vezes de presídios venezuelanos, incluindo a famosa fuga em massa de Tocorón, e era considerado foragido internacional.Os Estados Unidos o acusavam de racketeering (organização criminosa), narcoterrorismo, extorsão, sequestros, tráfico de drogas, armas e pessoas, além de lavagem de dinheiro. Washington designou o Tren de Aragua como organização terrorista estrangeira. O grupo, que surgiu dentro do sistema prisional venezuelano, expandiu-se com a crise humanitária no país e hoje atua em pelo menos uma dezena de nações, incluindo Brasil, Peru, Chile, Colômbia e Estados Unidos, onde é associado a aumento de violência em algumas cidades.Da operaçãoA ação ocorre em um momento de reaproximação tática entre Washington e Caracas, após mudanças políticas na Venezuela. Trump vinha pressionando fortemente contra o Tren de Aragua, ligando a gangue à imigração irregular e à criminalidade nos EUA. A cooperação venezuelana na operação sinaliza uma rara convergência de interesses contra o crime organizado transnacional, apesar das diferenças históricas entre os dois governos.O general do SOUTHCOM e autoridades venezuelanas destacaram a gratidão mútua pelo apoio na missão, que visava um composto da facção.Impactos imediatos e quem é afetado
  • Para o Tren de Aragua: A perda do líder fundador representa um duro golpe na estrutura de comando. Especialistas avaliam que a organização, altamente descentralizada, pode sofrer fragmentação, disputas internas por poder ou até intensificação de ações violentas para demonstrar força.
  • Para a segurança regional: Países como Brasil, que registraram presença da facção em estados como Roraima, Amazonas e até no Sudeste, podem sentir alívio temporário na pressão de extorsões, garimpo ilegal e tráfico.
  • Para os Estados Unidos: Vitória simbólica e prática na agenda de Trump contra gangs transnacionais. A operação reforça a narrativa de combate firme ao crime que chega às fronteiras americanas.
  • Para a Venezuela: O governo local ganha pontos ao demonstrar capacidade de agir contra grupos que desafiavam seu controle territorial, especialmente em áreas de mineração.
Análise e possíveis consequênciasA eliminação de Niño Guerrero não significa o fim do Tren de Aragua, que se adaptou rapidamente a vácuos de poder no passado. Analistas alertam para três cenários principais:
  1. Sucessão interna que pode gerar mais violência;
  2. Fragmentação em células menores e mais difíceis de monitorar;
  3. Fortalecimento de alianças com cartéis mexicanos ou outros grupos regionais.
Do ponto de vista geopolítico, a operação bem-sucedida com cooperação venezuelana pode abrir caminho para maior colaboração em segurança, mas também levanta questões sobre soberania, regras de engajamento em território estrangeiro e o futuro da luta contra o crime organizado na América Latina.Economicamente, qualquer enfraquecimento do controle do grupo sobre mineração ilegal no Arco Mineiro pode alterar fluxos de ouro e outros minerais, afetando redes de contrabando que chegam ao Brasil e outros mercados.
Autoridades americanas e venezuelanas devem divulgar mais detalhes sobre a operação nos próximos dias. Trump já sinalizou que a ação faz parte de uma campanha contínua: “Vamos continuar caçando esses criminosos onde quer que estejam”.Enquanto o mundo digere a notícia, o foco se volta para como o Tren de Aragua — uma das facções mais adaptáveis do continente — reagirá à perda de seu principal líder. Para o Brasil e vizinhos, o episódio reforça a necessidade de inteligência compartilhada e políticas integradas de segurança fronteiriça.Esta reportagem foi elaborada com base em comunicados oficiais da Casa Branca, do SOUTHCOM, do governo venezuelano e em apurações de veículos internacionais.

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