Washington, 27 de maio de 2026 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira que o Estreito de Ormuz deve permanecer como águas internacionais abertas a todos, rejeitando qualquer forma de controle por parte do Irã ou de outros países em um possível acordo de paz para encerrar o conflito no Golfo Pérsico.
Durante uma reunião de gabinete na Casa Branca, Trump respondeu diretamente a questionamentos sobre negociações em andamento. “É águas internacionais. Ninguém vai controlá-lo. Vamos vigiá-lo, mas ninguém vai controlá-lo. Isso faz parte da negociação que temos”, afirmou o presidente. Ele enfatizou que o Irã “gostaria de controlá-lo”, mas que isso não será permitido.
A declaração ocorre em um momento crítico das conversas entre Washington e Teerã, mediadas indiretamente, para reabrir o estreito — uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, responsável pelo transporte de cerca de 20% a 25% do petróleo global. O bloqueio parcial imposto durante o conflito elevou os preços do barril internacionalmente e gerou preocupações sobre a segurança energética mundial.
Trump rejeitou explicitamente propostas que incluiriam gestão compartilhada entre Irã e Omã, inclusive com possível cobrança de taxas. Questionado sobre a possibilidade de um acordo temporário que permitisse tal arranjo, o presidente foi enfático: “Não, o estreito tem que estar aberto para todo mundo. É águas internacionais”. Em tom direto, ele acrescentou uma advertência ao Omã: “Eles vão se comportar como todo mundo, ou vamos ter que explodi-los”. Logo em seguida, amenizou dizendo que o país “entende” a posição americana.
O atual conflito, que escalou em 2026, envolveu ataques diretos, respostas militares americanas e israelenses e o fechamento parcial da via. As negociações buscam não apenas a reabertura imediata do estreito, mas também limitações ao programa nuclear iraniano e um cessar-fogo duradouro. Trump tem insistido na abordagem de “paz pela força”, mantendo pressão máxima enquanto sinaliza disposição para um acordo que evite concessões financeiras ou alívio amplo de sanções no curto prazo.
Analistas veem a posição de Trump como uma forma de garantir o fluxo livre de energia, beneficiando aliados como Europa, Ásia e os próprios produtores do Golfo. Qualquer controle iraniano ou conjunto poderia permitir pedágios, inspeções seletivas ou novas ameaças futuras, o que Washington considera inaceitável.
Mercados reagiram com volatilidade: preços do petróleo caíram levemente após sinais de progresso nas negociações, mas permanecem sensíveis a qualquer impasse. Países importadores, como China, Índia e Europa, pressionam por uma solução rápida.
O Estreito de Ormuz volta a ser o grande nó das discussões. Para Trump, a mensagem é clara: o caminho para a paz passa pela liberdade total de navegação, sem vencedores regionais que dominem a principal artéria do petróleo mundial.
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