Imagens inéditas revelam destruição de navio militar russo por drones ucranianos em 2025

TimeCras
Roberto Farias
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Kiev, 27 de maio de 2026 – A Ucrânia divulgou nesta semana imagens impactantes de um ataque realizado em 2025 contra um navio militar da Frota Russa do Mar Negro, destacando a capacidade crescente das forças ucranianas em operações assimétricas com drones navais e aéreos. O material, até então mantido em sigilo operacional, mostra o momento preciso em que o drone atinge o alvo, resultando em explosões e danos graves à embarcação russa.

De acordo com fontes militares ucranianas, o ataque ocorreu em 2025, durante uma operação no Mar Negro ou em áreas adjacentes, quando drones ucranianos — possivelmente do tipo Sea Baby ou Magura — conseguiram penetrar as defesas russas e atingir um navio de guerra. As imagens, liberadas agora em meio às comemorações do Dia das Forças de Operações Especiais, fazem parte de um compilado maior que demonstra a evolução da guerra naval não tripulada.

Detalhes do ataque
O vídeo, gravado pela câmera do próprio drone kamikaze, registra a aproximação em alta velocidade sobre as águas, a travagem final na mira e o impacto direto. Uma forte explosão é visível, seguida de chamas e fumaça densa saindo da estrutura do navio. Analistas indicam que o alvo era uma embarcação de patrulha, corveta ou fragata de apoio, comum na frota russa reposicionada para Novorossiysk após perdas anteriores na Crimeia.

A Ucrânia não detalhou o nome exato do navio nesta divulgação específica, mas operações semelhantes em 2025 miraram embarcações como corvetas da classe Buyan-M, navios de patrulha e até submarinos. O atraso na liberação das imagens é atribuído a razões de segurança operacional e à necessidade de confirmar os danos via inteligência posterior, incluindo imagens de satélite.

Contexto estratégico
Desde o início do conflito em grande escala, a Ucrânia transformou o Mar Negro em um campo de batalha assimétrico. Usando drones de baixo custo — muitos fabricados domesticamente —, Kiev conseguiu afundar ou danificar dezenas de ativos navais russos, incluindo o cruzador Moskva em 2022 e várias unidades em 2024-2025.

A relocação da frota russa para Novorossiysk, no leste do Mar Negro, não a tornou imune: ataques combinados (aéreos, de superfície e subaquáticos) continuaram pressionando as defesas russas. Especialistas militares destacam que esses ataques não apenas reduzem a capacidade de lançamento de mísseis russos (como os Kalibr), mas também elevam os custos logísticos de Moscou e restringem o uso do Mar Negro para exportação de petróleo e operações militares.

Reações e impactos
A divulgação coincide com um momento de intensificação das operações ucranianas e discussões internacionais sobre o conflito. Fontes ucranianas celebram o feito como prova da inovação e resiliência das Forças Armadas, enquanto Moscou costuma minimizar os danos ou negar perdas significativas.

Para analistas, o uso crescente de drones navais representa uma mudança paradigmática na guerra moderna: navios de guerra caros e tripulados tornam-se vulneráveis a sistemas baratos e não tripulados. O custo-benefício favorece claramente a Ucrânia, que produz esses equipamentos em escala.

Enquanto o mundo acompanha as negociações de paz, imagens como essas reforçam o desequilíbrio naval no Mar Negro e o papel decisivo da tecnologia ucraniana no conflito. A guerra no mar, longe dos holofotes das linhas de frente terrestres, continua a moldar o rumo dos eventos.


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