Brasília, 27 de maio de 2026 – Em meio à transição da frota de caças da Força Aérea Brasileira (FAB), estudos internos foram retomados de forma discreta para a possível aquisição de até 36 aeronaves Leonardo M-346FA. O objetivo principal é preencher o vácuo deixado pela desativação progressiva dos veteranos A-1 AMX, prevista para ocorrer até 2027, mantendo a capacidade de ataque tático enquanto a frota de Gripen E/F ainda se expande.
A informação, confirmada por fontes especializadas em defesa, reflete uma movimentação estratégica que vem ganhando força nos bastidores militares ao longo de 2025 e início de 2026. Diferentemente de uma decisão imediata de compra, trata-se de avaliações técnicas e operacionais aprofundadas, com apresentações detalhadas da Leonardo Aeronautics à FAB. O M-346FA surge como uma solução multifuncional de custo acessível, capaz de atuar tanto no treinamento avançado de pilotos quanto em missões de combate leve.
Nesse cenário, o M-346FA se posiciona como plataforma complementar: não substitui o Gripen em missões de alto desempenho, mas reforça o ataque leve, apoio aéreo próximo, reconhecimento tático e, principalmente, o pipeline de formação de pilotos para caças de quarta geração e meia.
Destaques operacionais:
- Radar multimodo Grifo-M346 (da própria Leonardo), com capacidade ar-ar e ar-superfície.
- Integração com pods de designação e reconhecimento (Litening/RecceLite).
- Emprego de armamentos guiados por infravermelho, radar, laser e GPS, além de canhão em pod.
- Sistema de reabastecimento em voo, link de dados táticos e redução de assinatura radar.
- Sistema de treinamento embarcado (ETTS), permitindo simulações táticas avançadas em voo real.
Essas características permitem que a aeronave sirva como Lead-In Fighter Trainer (LIFT), preparando pilotos para o Gripen de forma mais eficiente que os atuais A-29 Super Tucano em etapas finais, ao mesmo tempo em que oferece real capacidade de combate.
Embora o número exato ainda esteja em estudo, relatos indicam que a FAB poderia receber a maior parte das unidades, com potencial interesse da Marinha do Brasil para modernizar sua aviação embarcada, substituindo ou complementando os antigos A-4 Skyhawk.
Especialistas destacam que o projeto se alinha à estratégia de diversificação de fornecedores e busca por soluções custo-efetivas, sem abrir mão de desempenho. No entanto, qualquer decisão final dependerá de aprovação orçamentária, análise comparativa com outras opções no mercado e alinhamento com o Plano de Articulação e Equipamento da FAB.
Até o momento, não há contrato assinado. As avaliações continuam de forma reservada, com foco em voos de demonstração, simulações operacionais e estudos de integração ao sistema de defesa brasileiro. O tema deve ganhar mais visibilidade nos próximos meses, especialmente se avançar para fase de negociações oficiais.
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