Trump dá ultimato de “dois ou três dias” ao Irã para acordo nuclear ou novos ataques

TimeCras
Roberto Farias
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Washington, 19 de maio de 2026 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiou um ataque militar já planejado contra o Irã a pedido de líderes do Golfo Pérsico e concedeu a Teerã um prazo curto — “dois ou três dias” — para avançar em negociações e chegar a um acordo que impeça o país de desenvolver armas nucleares. Sem progresso, os Estados Unidos estão preparados para retomar ações ofensivas em larga escala.

Ataque adiado

Trump revelou que estava a apenas uma hora de autorizar o ataque previsto para esta terça-feira quando decidiu adiar a operação. Em declarações a repórteres e em postagens nas redes sociais, ele citou pedidos expressos da Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos e outros aliados regionais, que acreditam estar perto de um entendimento.
“Eles acham que estamos muito próximos de um acordo”, disse o presidente.

Exigência americana

O foco principal da exigência americana permanece o mesmo desde o início das tensões: zero armas nucleares para o Irã. Trump enfatizou que não permitirá que Teerã avance em seu programa nuclear, alertando que, caso o acordo não seja “muito aceitável” para os EUA e seus aliados, uma nova ofensiva pode ocorrer ainda esta semana — possivelmente entre sexta-feira e o início da próxima semana.
“Podemos ter que dar outro grande golpe neles”, afirmou.

Contexto de uma guerra intermitente

O ultimato ocorre em meio a um frágil cessar-fogo estabelecido após meses de escalada que incluíram a chamada “Guerra dos Doze Dias” em 2025, quando Israel, com apoio americano, realizou ataques contra instalações nucleares e militares iranianas. Desde então, o conflito evoluiu para uma sequência de ataques, bloqueios parciais no Estreito de Ormuz — via crucial para o transporte global de petróleo — e rodadas intermitentes de negociações mediadas por países como o Paquistão.

Respostas iranianas

Trump tem alternado entre ameaças diretas e pausas para diálogo. Nas últimas semanas, o Irã enviou respostas formais às propostas americanas, priorizando o fim permanente da guerra, garantias de segurança contra novos ataques, suspensão de sanções e reabertura segura do Estreito de Ormuz. Washington considerou algumas dessas respostas “totalmente inaceitáveis”, o que mantém a tensão elevada.

Resposta desafiadora de Teerã

Do lado iraniano, o tom continua de firmeza e desafio. Autoridades em Teerã rejeitam ultimatos públicos e afirmam que o país está preparado para qualquer cenário. Mensagens recentes indicam que, caso a guerra retorne, o Irã tem “muitas surpresas” reservadas — referência a capacidades militares reconstruídas, incluindo mísseis balísticos, drones e sistemas de defesa aérea aprimorados com apoio externo. Líderes iranianos projetam confiança em resistir a novas ofensivas e alertam que uma escalada traria consequências graves para a região e para interesses americanos.

Riscos e implicações globais

Especialistas observam que o Irã ganhou tempo durante o cessar-fogo para reparar danos e reorganizar forças, enquanto os países do Golfo pressionam por diplomacia para evitar uma disrupção maior no fornecimento de energia.

Um novo ciclo de ataques poderia afetar diretamente o preço do petróleo, rotas comerciais vitais e a estabilidade de toda a região. Países europeus e asiáticos acompanham com preocupação, pois dependem do fluxo de óleo pelo Golfo. Ao mesmo tempo, o governo Trump busca equilibrar a pressão militar com negociações, mantendo forças em prontidão máxima.

Até o fechamento desta reportagem, não há confirmação de avanços concretos nas conversas. A janela aberta por Trump é curta e o risco de retomada das hostilidades permanece alto. O desenrolar dos próximos dias pode definir se a diplomacia prevalece ou se o Oriente Médio entrará em mais uma fase de conflito aberto.


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