Rússia lança ataque aéreo combinado em larga escala contra a Ucrânia

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Roberto Farias
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Kyiv, Ucrânia – A Rússia iniciou nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, um dos ataques aéreos mais intensos dos últimos meses contra território ucraniano, combinando centenas de drones de ataque, mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos. O assalto, que se estendeu do dia para a noite, atingiu múltiplas regiões, com foco especial na capital Kyiv e em infraestruturas críticas.



Detalhes da ofensiva

De acordo com relatos da Força Aérea Ucraniana e fontes de inteligência militar, a ofensiva envolveu mais de 800 drones do tipo Shahed (Geran-2) e outros modelos, além de mísseis Iskander-M, Iskander-K e possivelmente Kinzhal.
A estratégia russa buscou saturar os sistemas de defesa antiaérea ucranianos com ondas sucessivas, incluindo ataques diurnos — uma tática menos comum, mas cada vez mais frequente.

Alvos e impactos

Os ataques miraram não apenas a região metropolitana de Kyiv, mas também áreas em Poltava (Kremenchuk), Odesa e outras províncias.
Relatos indicam impactos em infraestruturas energéticas, de transporte e áreas residenciais.
Em Kyiv, explosões e interceptações foram registradas durante a noite, com destroços caindo em bairros civis, provocando incêndios e alertas de abrigo em várias ondas.

Balanço inicial

Até o momento, autoridades ucranianas confirmam pelo menos 6 mortos e dezenas de feridos, com números ainda provisórios.
A defesa ucraniana relatou alta taxa de interceptação — mais de 700 drones neutralizados ou abatidos —, mas o volume elevado permitiu que alguns projéteis atingissem alvos.

Reação oficial

O presidente Volodymyr Zelenskyy classificou a ação como “terror deliberado” destinado a pressionar a população civil e a infraestrutura do país, especialmente em um momento de discussões sobre possíveis negociações de paz.

Da escalada

Este ataque ocorre pouco após o fim de uma breve trégua mediada pelos Estados Unidos, destacando a fragilidade dos esforços diplomáticos.
A Rússia tem intensificado o uso de drones baratos e mísseis de precisão para compensar perdas em outras frentes e manter pressão constante sobre a Ucrânia, com foco recorrente no setor energético antes do próximo inverno.

Análise

Analistas observam que a combinação de ataques diurnos e noturnos visa exaurir recursos ucranianos de defesa, que dependem de munições caras como os sistemas Patriot.
Do lado russo, o emprego massivo de drones Shahed fabricados em série permite sustentar um ritmo elevado de operações.

A situação permanece em evolução. A Força Aérea Ucraniana continua monitorando novas ondas, e alertas aéreos persistem em várias regiões do país.


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