Washington / Golfo Pérsico – 13 de abril de 2026
A tensão no Oriente Médio atingiu novo patamar nesta segunda-feira. Poucas horas depois de o bloqueio naval dos Estados Unidos contra portos iranianos no Estreito de Ormuz entrar oficialmente em vigor, o presidente Donald Trump emitiu uma ameaça direta e dura contra qualquer embarcação militar iraniana que se aproxime da zona de bloqueio.
Em postagem nas redes sociais, Trump declarou: “Aviso: Se qualquer um desses navios se aproximar de nosso BLOQUEIO, eles serão imediatamente ELIMINADOS, usando o mesmo sistema de destruição que empregamos contra os traficantes de drogas no mar”. Ele comparou a ação a operações americanas contra embarcações suspeitas no Caribe e no Pacífico.
O bloqueio, anunciado pelo próprio Trump no domingo e iniciado às 10h (horário de Brasília) desta segunda-feira, determina que a Marinha dos EUA impeça qualquer navio de entrar ou sair dos portos iranianos e das áreas costeiras no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) esclareceu que a medida será aplicada de forma imparcial contra embarcações de qualquer bandeira que tentem acessar instalações iranianas, mas não impedirá o tráfego para portos de outros países na região.
A decisão veio após o fracasso das negociações de paz entre EUA e Irã, realizadas no fim de semana em Islamabad, no Paquistão. As conversas esbarraram principalmente na questão nuclear iraniana. Trump acusou Teerã de tentar “extorquir o mundo” ao controlar o estreito, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Da escalada
O bloqueio americano tem como objetivo principal estrangular economicamente o Irã, cortando sua principal fonte de receita com exportações de petróleo. No entanto, a medida também afeta o comércio global e já provocou alta nos preços do barril, que ultrapassaram novamente os US$ 100.
Trump também afirmou que o Irã teria entrado em contato nesta manhã para retomar as negociações, embora a informação ainda não tenha sido confirmada por autoridades iranianas. Ao mesmo tempo, o presidente reforçou que não aceitará qualquer acordo que permita ao Irã manter um programa nuclear armamentista.
Do lado iraniano, as Forças Armadas e a Guarda Revolucionária já haviam respondido com alertas de “resposta severa” a qualquer ameaça aos seus portos, classificando o bloqueio como “pirataria internacional”.
Especialistas em segurança marítima alertam para o risco de confronto direto entre navios americanos e iranianos, especialmente os chamados “fast attack boats” (embarcações rápidas de ataque) da Guarda Revolucionária. Até o momento, não há relatos de incidentes armados nas primeiras horas de vigência do bloqueio, mas o tráfego no estreito diminuiu significativamente.
Vários aliados europeus manifestaram desconforto ou recusa em participar da operação, preferindo uma solução diplomática. Países como China e Rússia criticaram a medida unilateral dos EUA.
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