China adverte EUA contra interferência em navios chineses no Estreito de Ormuz

TimeCras
Roberto Farias
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Pequim, 13 de abril de 2026 – O ministro da Defesa da China, Almirante Dong Jun, advertiu os Estados Unidos nesta segunda-feira contra qualquer ação que interfira em navios chineses no Estreito de Ormuz. Segundo o ministro, embarcações da China seguem entrando e saindo das águas da região, e Pequim não aceitará interferências em seus acordos comerciais e energéticos com o Irã.

No mesmo dia, os Estados Unidos deram início a um bloqueio naval na área, após o fracasso de negociações com o Irã, o que elevou ainda mais as tensões no Golfo Pérsico.

Em declaração direta, o Almirante Dong Jun afirmou que o Estreito de Ormuz “está aberto para nós” e que o Irã controla a via navegável. “Temos acordos comerciais e energéticos com o Irã. Respeitaremos e honraremos esses acordos e esperamos que outros não se intrometam em nossos assuntos”, disse o ministro da Defesa chinês.

A advertência ocorre em meio à escalada no conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. No domingo, o presidente Donald Trump anunciou que a Marinha americana iniciaria o bloqueio de portos e áreas costeiras iranianas a partir desta segunda-feira, com o objetivo de pressionar Teerã a reabrir o estreito e aceitar um acordo para encerrar as hostilidades.

A China, maior importadora de petróleo do mundo, depende significativamente da passagem pelo Estreito de Ormuz para suas importações de energia, incluindo volumes relevantes de petróleo iraniano. Navios chineses, incluindo superpetroleiros, já haviam retomado o trânsito pela região nos últimos dias.

Paralelamente, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, cobrou moderação de todas as partes e defendeu que o estreito permaneça “seguro, estável e desimpedido”, pois isso atende aos interesses da comunidade internacional. Guo também reforçou a necessidade de um cessar-fogo imediato e de solução diplomática para o conflito.

A Rússia e a União Europeia também criticaram o bloqueio imposto pelos EUA e o Irã, pedindo diálogo para evitar nova escalada.

Conclusão

A posição firme da China destaca o peso de seus interesses econômicos na região e aumenta o risco de confronto indireto entre Pequim e Washington. O Estreito de Ormuz é responsável por cerca de um quinto do petróleo e gás natural liquefeito comercializado no mundo, e qualquer interrupção prolongada pode gerar impactos globais nos preços de energia e na economia internacional.

A situação segue em desenvolvimento. Novas informações sobre o bloqueio naval americano, respostas do Irã e possíveis desdobramentos diplomáticos devem surgir nas próximas horas.


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