Navios sancionados seguem cruzando apesar da operação americana, (Centcom) nega que tais travessias tenham ocorrido.

TimeCras
Roberto Farias
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Dubai, 14 de abril de 2026 – Atualização 16/04 - O bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos, iniciado na segunda-feira (13/04) às 11h (horário de Brasília), completou três dias de operação sem que nenhum navio tenha conseguido entrar ou sair diretamente de portos iranianos, segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM).Apesar da afirmação americana de que o bloqueio está “plenamente efetivo” e já interrompeu completamente o comércio marítimo iraniano, dados independentes de rastreamento (MarineTraffic, LSEG e Kpler) mostram que várias embarcações sancionadas ou ligadas ao Irã continuaram a transitar pelo Estreito de Ormuz na terça e quarta-feira, desde que não tivessem origem ou destino em portos iranianos.Navios identificados que transitaram:Rich Starry (bandeira do Malawi, operado pela Shanghai Xuanrun Shipping Co Ltd – China)
  • Sancionado pelos EUA desde 2023. Partiu de Sharjah (Emirados Árabes) com cerca de 250 mil barris de metanol rumo à China. Foi o primeiro navio a cruzar o estreito para fora do Golfo após o início do bloqueio. Posteriormente, dados indicam que o navio inverteu o curso e retornou em direção ao estreito.
Elpis (bandeira das Comores)
  • Integrante da chamada “frota fantasma” iraniana. Saiu de Bushehr parcialmente carregado com metanol. Cruzou o estreito nas primeiras horas do bloqueio, mas relatos indicam que foi posteriormente interceptado ou forçado a parar.
Murlikishan (bandeira de Madagascar)
  • Conhecido por transportar petróleo iraniano e russo. Entrou no Golfo Pérsico e segue para o Iraque, onde deve carregar óleo combustível a partir de 16/04.
Christianna (bandeira da Libéria)
  • Graneleiro citado em relatórios por visitar portos iranianos. Transitou pelo estreito sem carga reportada.
Peace Gulf (bandeira do Panamá)
  • Dirigia-se ao porto de Hamriyah (Emirados Árabes Unidos), sem violar diretamente as regras do bloqueio.
Posição oficial dos EUAO CENTCOM reforçou que o bloqueio se limita exclusivamente a embarcações entrando ou saindo de portos iranianos e não interfere na liberdade de navegação para destinos em outros países. Até o momento, o comando informou que seis a dez navios mercantes deram meia-volta nas primeiras 48 horas após ordens americanas. Não há relatos confirmados de confrontos armados ou uso de força letal contra embarcações.O bloqueio envolve mais de 10 mil militares, uma dúzia de navios de guerra, aeronaves e operações de varredura de minas no Golfo de Omã e Mar Arábico.Situação atual (16/04/2026)
  • O tráfego total pelo Estreito de Ormuz permanece bem abaixo do normal (queda superior a 90% em relação aos níveis pré-guerra), com dezenas de navios aguardando fora da zona ou alterando rotas.
  • A China criticou duramente a medida americana, classificando-a como “perigosa e irresponsável”, e reafirmou seus acordos comerciais com o Irã.
  • O Irã afirma que algumas embarcações conseguiram “furar” o bloqueio e ameaça retaliar, inclusive obstruindo exportações no Mar Vermelho.
  • Sistemas de rastreamento AIS e satélites continuam monitorando a região em tempo real. A volatilidade é alta e qualquer incidente pode escalar rapidamente.
Atualização mais recente:
Até o fechamento desta matéria (16/04/2026), o CENTCOM mantém que nenhum navio desobedeceu diretamente o bloqueio de portos iranianos. Fontes independentes confirmam a passagem dos navios listados acima (desde que não rumassem a portos iranianos), mas indicam que vários foram posteriormente interceptados ou forçados a retornar. A operação americana segue em andamento e pode ser endurecida nos próximos dias.
A situação permanece extremamente sensível, com impactos diretos nos preços globais do petróleo (acima de US$ 100 o barril) e no fluxo de energia mundial.

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