Dubai, 14 de abril de 2026 – Atualização 16/04 - O bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos, iniciado na segunda-feira (13/04) às 11h (horário de Brasília), completou três dias de operação sem que nenhum navio tenha conseguido entrar ou sair diretamente de portos iranianos, segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM).Apesar da afirmação americana de que o bloqueio está “plenamente efetivo” e já interrompeu completamente o comércio marítimo iraniano, dados independentes de rastreamento (MarineTraffic, LSEG e Kpler) mostram que várias embarcações sancionadas ou ligadas ao Irã continuaram a transitar pelo Estreito de Ormuz na terça e quarta-feira, desde que não tivessem origem ou destino em portos iranianos.Navios identificados que transitaram:Rich Starry (bandeira do Malawi, operado pela Shanghai Xuanrun Shipping Co Ltd – China)
- Sancionado pelos EUA desde 2023. Partiu de Sharjah (Emirados Árabes) com cerca de 250 mil barris de metanol rumo à China. Foi o primeiro navio a cruzar o estreito para fora do Golfo após o início do bloqueio. Posteriormente, dados indicam que o navio inverteu o curso e retornou em direção ao estreito.
- Integrante da chamada “frota fantasma” iraniana. Saiu de Bushehr parcialmente carregado com metanol. Cruzou o estreito nas primeiras horas do bloqueio, mas relatos indicam que foi posteriormente interceptado ou forçado a parar.
- Conhecido por transportar petróleo iraniano e russo. Entrou no Golfo Pérsico e segue para o Iraque, onde deve carregar óleo combustível a partir de 16/04.
- Graneleiro citado em relatórios por visitar portos iranianos. Transitou pelo estreito sem carga reportada.
- Dirigia-se ao porto de Hamriyah (Emirados Árabes Unidos), sem violar diretamente as regras do bloqueio.
- O tráfego total pelo Estreito de Ormuz permanece bem abaixo do normal (queda superior a 90% em relação aos níveis pré-guerra), com dezenas de navios aguardando fora da zona ou alterando rotas.
- A China criticou duramente a medida americana, classificando-a como “perigosa e irresponsável”, e reafirmou seus acordos comerciais com o Irã.
- O Irã afirma que algumas embarcações conseguiram “furar” o bloqueio e ameaça retaliar, inclusive obstruindo exportações no Mar Vermelho.
- Sistemas de rastreamento AIS e satélites continuam monitorando a região em tempo real. A volatilidade é alta e qualquer incidente pode escalar rapidamente.
Atualização mais recente:
Até o fechamento desta matéria (16/04/2026), o CENTCOM mantém que nenhum navio desobedeceu diretamente o bloqueio de portos iranianos. Fontes independentes confirmam a passagem dos navios listados acima (desde que não rumassem a portos iranianos), mas indicam que vários foram posteriormente interceptados ou forçados a retornar. A operação americana segue em andamento e pode ser endurecida nos próximos dias.
A situação permanece extremamente sensível, com impactos diretos nos preços globais do petróleo (acima de US$ 100 o barril) e no fluxo de energia mundial..jpg)

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