Silvana Nunes de Almeida de Souza, de 39 anos, aceitou uma corrida de Videira para Fraiburgo pelo aplicativo VidCar e nunca mais voltou para casa. O suspeito foi preso em menos de 24 horas, confessou o crime e indicou o local do corpo.
Videira/Fraiburgo (SC), 26 de março de 2026 – Uma corrida de aplicativo terminou em sequestro, extorsão e homicídio no Meio-Oeste catarinense. Silvana Nunes de Almeida de Souza, motorista de 39 anos que trabalhava para a empresa local VidCar, desapareceu na noite de terça-feira (24) após sair de Videira com destino a Fraiburgo.
Durante o trajeto, Silvana foi rendida pelo passageiro. Horas depois, conseguiu fazer uma ligação angustiada para o marido, informando que estava sendo mantida refém. O criminoso exigiu dinheiro para libertá-la. A família agiu rapidamente: o marido transferiu R$ 2 mil via Pix e outros R$ 1,5 mil foram retirados diretamente da conta bancária da própria vítima, totalizando R$ 3,5 mil.
Mesmo com o resgate pago, Silvana não foi liberada. Ela foi executada com disparos de arma de fogo. O corpo foi ocultado em uma área de mata em Fraiburgo (próximo ao sentido Lebon Régis), o celular da vítima foi descartado às margens de uma rodovia e o veículo (um Chevrolet Onix) foi abandonado no bairro De Carli, em Videira.
Prisão e confissão do suspeito
A Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar, agiu com agilidade. Na noite de quarta-feira (25), o homem de 32 anos, identificado como Lucas Érico Liverio, foi localizado e preso na BR-282, na região de Joaçaba, enquanto tentava fugir. Levado à Delegacia de Investigação Criminal de Videira, ele confessou o sequestro, a extorsão e o homicídio, e indicou precisamente onde havia deixado o corpo.
Na tarde desta quinta-feira (26), o suspeito passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Ele responderá por extorsão mediante sequestro qualificada pelo resultado morte (art. 159, §3º), sequestro e ocultação de cadáver. O Ministério Público de Santa Catarina acompanha o caso.
Segundo caso em menos de 24 horas
O crime contra Silvana foi o segundo assassinato de motorista de aplicativo registrado em Santa Catarina em menos de 24 horas, o que gerou forte comoção e reacendeu alertas sobre a vulnerabilidade dos profissionais que atuam em plataformas de transporte, especialmente em corridas noturnas ou entre municípios.
Silvana era descrita por amigos e familiares como uma pessoa “brincalhona e alegre”, sempre disposta a ajudar. Moradora de Videira, ela usava o trabalho de motorista para complementar a renda familiar. Seu sepultamento ocorreu na tarde desta quinta-feira (26) na cidade onde vivia.
A investigação continua para esclarecer se houve planejamento prévio ou participação de outras pessoas. A Polícia Civil analisa imagens de câmeras de segurança, dados do aplicativo e o histórico do suspeito, que já possuía passagens por violência doméstica, lesão corporal e ameaça.
Segurança em debate
O caso expõe os riscos crescentes enfrentados por motoristas de aplicativo no interior de Santa Catarina e reforça a necessidade de medidas de segurança mais efetivas por parte das plataformas e do poder público.
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