São Gonçalo (RJ), 27 de março de 2026 – A operação da Polícia Militar no Complexo do Salgueiro, na Região Metropolitana do Rio, registrada desde as primeiras horas desta sexta-feira, terminou com três policiais militares feridos após intenso tiroteio com criminosos armados.
Cerca de 30 agentes do 1º BPM (São Gonçalo), apoiados por blindados e helicóptero, atuaram para remover barricadas instaladas pelo tráfico, cumprir mandados de prisão e recuperar veículos roubados. Até o fim da tarde, a PMERJ não divulgou nenhum preso, morto ou apreensão significativa, e os rumores sobre o baleamento do traficante Antônio Ilário Ferreira, o Rabicó, seguem sem confirmação oficial.
Confronto e barricadas
De acordo com a corporação, as equipes foram recebidas a tiros logo no início da ação, por volta das 7h, quando tentavam desmontar estruturas de pneus, madeira e entulho que bloqueavam o acesso à comunidade.
Moradores relataram “bagulho doido demais”, com disparos contínuos e fumaça densa de barricadas incendiadas pelos traficantes para impedir o avanço das viaturas. Imagens gravadas por residentes e veiculadas em programas como Balanço Geral RJ mostram blindados cercados e helicóptero sobrevoando a região.
Policiais feridos
Quem é Rabicó
- Idade: 61 anos.
- Histórico: apontado como um dos chefes históricos do Comando Vermelho no Salgueiro.
- Situação: foragido desde 2019, responde por homicídio, tráfico de drogas, associação criminosa e porte de arma.
- Atuação: mesmo preso anteriormente, continuou comandando o comércio de drogas por meio de comparsas.
Objetivos da operação
A incursão tinha foco triplo:
- Retirar barricadas usadas pelo crime organizado para controlar o território.
- Cumprir mandados contra integrantes do tráfico.
- Recuperar veículos roubados.
O Salgueiro é considerado reduto consolidado do Comando Vermelho na Baixada Fluminense, onde Rabicó atua há mais de três décadas.
Impacto na comunidade
Diferente das megaoperações de 2025, que mobilizaram centenas de agentes, a ação de hoje foi mais pontual, mas ainda assim gerou pânico.
- Escolas municipais suspenderam aulas.
- Comércio local fechou as portas.
- Moradores se trancaram em casa, com crianças e idosos assustados pelo barulho dos tiros.
Situação até o fechamento
Até o início da noite, a PMERJ não havia divulgado balanço final consolidado com números de presos, apreensões ou o desfecho da operação. A corporação informou apenas que as equipes “seguiram atuando na localidade” e que novas informações seriam repassadas assim que possível.
O episódio expõe novamente o desafio da segurança pública na Baixada: confrontos assimétricos contra grupos armados, líderes foragidos e o alto custo para a população civil.
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