Rio Verde, Goiás – 14 de abril de 2026
A Polícia Civil de Goiás (PCGO) deflagrou nesta terça-feira (14) a quarta fase da Operação Destroyer, batizada de “Ruptura”, coordenada pelo Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) da 8ª Delegacia Regional de Polícia, com sede em Rio Verde. A ação tem como alvo principal uma célula de narcoterroristas ligada ao Comando Vermelho (CV) que expandiu suas atividades no sudoeste goiano.
Até o fechamento desta matéria, foram cumpridos 61 mandados de prisão temporária e 45 mandados de busca e apreensão, resultando na prisão de 58 pessoas (51 por mandados temporários e 7 em flagrante). A Justiça também determinou o bloqueio e sequestro de bens e valores estimados em R$ 10,5 milhões, além de 21 quebras de sigilo bancário e 37 quebras de sigilo telemático.
Mais de 250 policiais civis participam da operação, com apoio aéreo (helicóptero) e unidades especializadas. As diligências ocorrem simultaneamente em 10 cidades de quatro estados:
- Goiás: Rio Verde (principal foco), Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Leopoldo de Bulhões e Santa Terezinha de Goiás.
- Rio de Janeiro: Rio de Janeiro e São Gonçalo.
- São Paulo: Jandira.
- Mato Grosso: Cuiabá.
As investigações do Genarc apontam que o Comando Vermelho iniciou sua expansão em Rio Verde a partir de julho de 2025, passando a atuar em mais de 14 bairros com o objetivo de monopolizar o controle do tráfico de drogas na região. Essa atuação violenta contribuiu para um aumento de 248% nos homicídios em 2025 na cidade. A facção também planejava ataques contra forças de segurança, inclusive com uso de granadas.
O delegado Jorge Mesquita, responsável pelo Genarc, destacou que a operação busca asfixiar financeiramente e logisticamente a estrutura dos narcoterroristas.
“Assim que as forças de segurança começaram a reagir, conseguimos controlar esse número de homicídios e, em 2026, já estamos mais controlados”, afirmou.
Apenas nos últimos 30 dias, a Operação Destroyer já resultou em mais de 240 medidas judiciais.
Os crimes investigados incluem tráfico de drogas, homicídio, tortura, sequestro e lavagem de capitais. A operação integra uma estratégia de enfrentamento qualificado ao crime organizado, com foco no núcleo financeiro da facção.
O governador de Goiás, Daniel Vilela, comentou o resultado:
“Em Goiás, faccionado não tem vez.”
As diligências continuam em andamento. O balanço final completo — incluindo eventuais apreensões de drogas, armas e outros materiais — deve ser divulgado pela PCGO ou pela Secretaria de Segurança Pública nas próximas horas.
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