Empresário é morto com 23 tiros em abordagem da PM na Pavuna; família denuncia execução

TimeCras
Roberto Farias
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Daniel Patrício Santos de Oliveira, de 29 anos, foi atingido durante ação do 41º BPM; irmã afirma que disparos não podem ser considerados ordem de parada.


22 de abril de 2026 | Rio de Janeiro

O caso

Na madrugada desta quarta-feira (22), o empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira, de 29 anos, foi morto com 23 disparos durante uma abordagem da Polícia Militar na Pavuna, Zona Norte do Rio de Janeiro. Ele voltava de um pagode acompanhado de três amigos em uma picape quando foi interceptado por agentes do 41º BPM (Irajá).

Segundo familiares, não havia armas no veículo e os ocupantes não reagiram à ordem de parada.

O depoimento da irmã

A irmã de Daniel, visivelmente abalada, declarou:
“Vinte e três tiros não são ordem de parada, são execução. Meu irmão não tinha arma, não reagiu. Ele só queria voltar para casa. Isso não pode ser chamado de abordagem policial.”

O relato reforça a acusação da família de que houve uso desproporcional da força e ausência de protocolo adequado na ação.

A versão da polícia

A Polícia Militar informou que a abordagem ocorreu durante patrulhamento de rotina em uma área considerada de alto risco. A corporação não confirmou oficialmente o número de disparos e anunciou a abertura de um procedimento interno para apurar a conduta dos agentes envolvidos.

Investigação em andamento

O caso está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que realizou perícia no local e encaminhou o corpo ao Instituto Médico Legal (IML). A investigação busca esclarecer:

  • O motivo da abordagem.
  • A quantidade exata de disparos efetuados.
  • A responsabilidade dos policiais envolvidos.

Repercussão

A morte de Daniel gerou forte comoção na comunidade e reacendeu o debate sobre violência policial e protocolos de abordagem no Rio de Janeiro.

  • Família: afirma que Daniel planejava se mudar para Foz do Iguaçu em busca de segurança.
  • Organizações de direitos humanos: classificaram o episódio como exemplo de uso desproporcional da força e pedem transparência na apuração.
  • Especialistas em segurança pública: destacam que o caso expõe falhas estruturais na formação policial e na política de enfrentamento ao crime.

Impacto social

O episódio reforça a percepção de insegurança e desconfiança da população em relação às forças de segurança. Para moradores da Pavuna, a abordagem violenta amplia o medo cotidiano e fragiliza a relação entre comunidade e polícia.

O que esperar

Autoridades prometem investigação rigorosa, mas familiares e entidades civis temem que o caso seja arquivado sem responsabilização. O episódio pode se tornar um marco em discussões sobre reforma policial e direitos humanos no Brasil.


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