Iraque suspende exportação de petróleo em Basra após ataque a petroleiros

TimeCras
Roberto Farias
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Bagdá, 15 de março de 2026 – Em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, autoridades iraquianas anunciaram a paralisação total das operações de carregamento e exportação nos terminais petrolíferos do sul do país.

O diretor-geral da General Company for Ports of Iraq (GCPI), Farhan al-Fartousi, confirmou a medida, repercutida por veículos como Al Jazeera, Reuters e Associated Press.

O ataque

Na última quinta-feira (12), dois petroleiros estrangeiros foram atingidos em águas territoriais iraquianas, próximos ao porto de Umm Qasr, na província de Basra. Explosivos lançados por embarcações não tripuladas ou drones incendiaram os navios, resultando na morte de pelo menos um tripulante e no resgate de 38 outros.
Analistas apontam para retaliação de grupos alinhados ao Irã, no contexto da guerra em curso entre Estados Unidos, Israel e Teerã.

Impacto imediato

“Os terminais de petróleo estão completamente suspensos como medida precautória, enquanto os portos comerciais seguem operando normalmente”, declarou al-Fartousi à agência estatal INA.

Os principais pontos afetados incluem:

  • Basra Oil Terminal (BOT)
  • Khor al-Amaya
  • Instalações offshore que respondem por mais de 90% das exportações iraquianas de cru (cerca de 3,3 milhões de barris/dia em condições normais).

A interrupção ocorre em momento crítico: a produção nos campos do sul já havia caído até 70% devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz e à relutância de navios em navegar pela região.

Escalada regional

No sábado (14), a Embaixada dos EUA em Bagdá foi atingida por um míssil, destruindo parte do heliporto e danificando sistemas de defesa antiaérea dentro da Zona Verde. O episódio reforça o clima de insegurança e alerta máximo na capital iraquiana.

Consequências econômicas

  • Pressão sobre os preços globais do petróleo, com o Brent já acima de US$ 100/barril.
  • Risco de atraso em salários públicos e agravamento da crise fiscal.
  • Dependência maior de rotas alternativas, como o oleoduto Kirkuk-Ceyhan para a Turquia, ainda sujeito a disputas políticas internas.

Situação em aberto

Até o momento, não há previsão de retomada das operações nos terminais de Basra. Investigações seguem em curso, enquanto o governo iraquiano tenta equilibrar neutralidade e interesses econômicos em meio à pressão de Washington e Teerã.


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