Bagdá, 15 de março de 2026 – Em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, autoridades iraquianas anunciaram a paralisação total das operações de carregamento e exportação nos terminais petrolíferos do sul do país.
O diretor-geral da General Company for Ports of Iraq (GCPI), Farhan al-Fartousi, confirmou a medida, repercutida por veículos como Al Jazeera, Reuters e Associated Press.
O ataque
Impacto imediato
“Os terminais de petróleo estão completamente suspensos como medida precautória, enquanto os portos comerciais seguem operando normalmente”, declarou al-Fartousi à agência estatal INA.
Os principais pontos afetados incluem:
- Basra Oil Terminal (BOT)
- Khor al-Amaya
- Instalações offshore que respondem por mais de 90% das exportações iraquianas de cru (cerca de 3,3 milhões de barris/dia em condições normais).
A interrupção ocorre em momento crítico: a produção nos campos do sul já havia caído até 70% devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz e à relutância de navios em navegar pela região.
Escalada regional
No sábado (14), a Embaixada dos EUA em Bagdá foi atingida por um míssil, destruindo parte do heliporto e danificando sistemas de defesa antiaérea dentro da Zona Verde. O episódio reforça o clima de insegurança e alerta máximo na capital iraquiana.
Consequências econômicas
- Pressão sobre os preços globais do petróleo, com o Brent já acima de US$ 100/barril.
- Risco de atraso em salários públicos e agravamento da crise fiscal.
- Dependência maior de rotas alternativas, como o oleoduto Kirkuk-Ceyhan para a Turquia, ainda sujeito a disputas políticas internas.
Situação em aberto
Até o momento, não há previsão de retomada das operações nos terminais de Basra. Investigações seguem em curso, enquanto o governo iraquiano tenta equilibrar neutralidade e interesses econômicos em meio à pressão de Washington e Teerã.
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