O conflito armado no Oriente Médio, iniciado em 28 de fevereiro de 2026 com ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, completou seu terceiro dia nesta segunda-feira (2) marcado por uma escalada significativa de operações militares, elevadas baixas humanas e expansão para frentes regionais.
A ofensiva, batizada por fontes americanas e israelenses como parte de uma campanha para neutralizar o programa nuclear iraniano, capacidades balísticas e estrutura de comando da República Islâmica, resultou na morte do Líder Supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e dezenas de altos comandantes, gerando um vácuo de poder em Teerã e uma resposta agressiva de retaliação por parte das forças iranianas e seus aliados.
Principais desenvolvimentos militares do dia
- As forças aéreas dos EUA e de Israel mantiveram superioridade aérea sobre Teerã e outras regiões centrais do Irã, realizando ondas contínuas de bombardeios.
- Autoridades israelenses afirmaram que a capacidade iraniana de lançar mísseis balísticos seria "significativamente impactada" nas próximas 24 horas, com imagens de satélite confirmando danos em bases de mísseis próximas a Najafabad, na província de Isfahan.
- Explosões foram registradas perto da instalação nuclear e da base aérea de Isfahan, embora a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) tenha declarado não haver indícios de danos diretos a sítios nucleares monitorados — contrariando alegações iranianas.
- A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) reivindicou ataques com mísseis e drones contra mais de 500 alvos americanos e israelenses na região.
- Retaliações incluíram barragens contra Israel — com sirenes soando no norte do país e impactos causando mortes e feridos — e contra bases dos EUA no Kuwait, onde seis militares americanos foram confirmados mortos.
- O Irã também ampliou ações contra infraestrutura energética e alvos no Golfo, com ameaças explícitas de fechar o Estreito de Ormuz.
- O Hezbollah entrou oficialmente no conflito, lançando foguetes contra o norte de Israel. Em resposta, Israel realizou ataques aéreos intensos em Beirute e no sul libanês, resultando em pelo menos 31 mortos e centenas de deslocados.
O presidente dos EUA, Donald Trump, projetou que a campanha duraria de quatro a cinco semanas, com possibilidade de extensão "muito maior", e não descartou o envio de tropas terrestres. O secretário de Estado Marco Rubio reforçou que "os golpes mais duros ainda estão por vir". O Departamento de Estado americano emitiu alerta urgente para cidadãos deixarem o Oriente Médio imediatamente.
Baixas e impactos humanitários
- Mais de 550 mortos no Irã (incluindo civis e militares), segundo o Crescente Vermelho.
- Em Israel, pelo menos nove a 11 mortes foram registradas por mísseis iranianos.
- Seis militares americanos foram mortos em ações no Kuwait e na região.
- No Líbano, dezenas de civis morreram em retaliações israelenses.
O conflito provocou fechamento de escolas e locais de trabalho em Israel até 7 de março, cancelamento de voos internacionais e caos no espaço aéreo regional.
Reação do governo brasileiro
O governo brasileiro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenou veementemente a ofensiva inicial dos EUA e de Israel, classificando-a como violação da soberania iraniana e do direito internacional.
O embaixador do Irã em Brasília, Abdollah Nekounam, agradeceu publicamente o posicionamento do Brasil, destacando-o como apoio em um momento crítico.
O assessor especial Celso Amorim alertou que o Brasil pode ser afetado indiretamente pela escalada, com riscos a preços de commodities, rotas comerciais e estabilidade global. Especialistas consultados por veículos brasileiros questionaram a legalidade da ação sob normas internacionais, reforçando a posição diplomática de não intervenção e defesa do multilateralismo.
Posição da Rússia
A Rússia adotou tom duríssimo de condenação, qualificando os ataques como "agressão armada não provocada" contra um Estado soberano.
O Ministério das Relações Exteriores russo responsabilizou integralmente os EUA e Israel pela escalada e pela "caça a líderes estrangeiros", chamando o assassinato de Khamenei de "assassinato cínico".
O presidente Vladimir Putin expressou condolências e defendeu o cessar-fogo imediato e o retorno à via diplomática.
Apesar do tratado de parceria estratégica com o Irã, Moscou não anunciou apoio militar direto, priorizando cautela em meio às negociações sobre a Ucrânia e preocupações com impactos no preço do petróleo.
O conflito, que já causa volatilidade nos mercados de energia e temores de uma guerra regional mais ampla, permanece em fase crítica, com todas as partes sinalizando intensificação nas próximas horas. Atualizações continuam sendo monitoradas em tempo real.
.jpg)

Não deixe de comentar !