Guerra entre EUA, Israel e Irã entra no terceiro dia com intensos bombardeios e retaliações regionais

TimeCras
Roberto Farias
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O conflito armado no Oriente Médio, iniciado em 28 de fevereiro de 2026 com ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, completou seu terceiro dia nesta segunda-feira (2) marcado por uma escalada significativa de operações militares, elevadas baixas humanas e expansão para frentes regionais.

A ofensiva, batizada por fontes americanas e israelenses como parte de uma campanha para neutralizar o programa nuclear iraniano, capacidades balísticas e estrutura de comando da República Islâmica, resultou na morte do Líder Supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e dezenas de altos comandantes, gerando um vácuo de poder em Teerã e uma resposta agressiva de retaliação por parte das forças iranianas e seus aliados.

Principais desenvolvimentos militares do dia

  • As forças aéreas dos EUA e de Israel mantiveram superioridade aérea sobre Teerã e outras regiões centrais do Irã, realizando ondas contínuas de bombardeios.
  • Autoridades israelenses afirmaram que a capacidade iraniana de lançar mísseis balísticos seria "significativamente impactada" nas próximas 24 horas, com imagens de satélite confirmando danos em bases de mísseis próximas a Najafabad, na província de Isfahan.
  • Explosões foram registradas perto da instalação nuclear e da base aérea de Isfahan, embora a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) tenha declarado não haver indícios de danos diretos a sítios nucleares monitorados — contrariando alegações iranianas.
  • A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) reivindicou ataques com mísseis e drones contra mais de 500 alvos americanos e israelenses na região.
  • Retaliações incluíram barragens contra Israel — com sirenes soando no norte do país e impactos causando mortes e feridos — e contra bases dos EUA no Kuwait, onde seis militares americanos foram confirmados mortos.
  • O Irã também ampliou ações contra infraestrutura energética e alvos no Golfo, com ameaças explícitas de fechar o Estreito de Ormuz.
  • O Hezbollah entrou oficialmente no conflito, lançando foguetes contra o norte de Israel. Em resposta, Israel realizou ataques aéreos intensos em Beirute e no sul libanês, resultando em pelo menos 31 mortos e centenas de deslocados.

O presidente dos EUA, Donald Trump, projetou que a campanha duraria de quatro a cinco semanas, com possibilidade de extensão "muito maior", e não descartou o envio de tropas terrestres. O secretário de Estado Marco Rubio reforçou que "os golpes mais duros ainda estão por vir". O Departamento de Estado americano emitiu alerta urgente para cidadãos deixarem o Oriente Médio imediatamente.

Baixas e impactos humanitários

  • Mais de 550 mortos no Irã (incluindo civis e militares), segundo o Crescente Vermelho.
  • Em Israel, pelo menos nove a 11 mortes foram registradas por mísseis iranianos.
  • Seis militares americanos foram mortos em ações no Kuwait e na região.
  • No Líbano, dezenas de civis morreram em retaliações israelenses.

O conflito provocou fechamento de escolas e locais de trabalho em Israel até 7 de março, cancelamento de voos internacionais e caos no espaço aéreo regional.

Reação do governo brasileiro

O governo brasileiro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenou veementemente a ofensiva inicial dos EUA e de Israel, classificando-a como violação da soberania iraniana e do direito internacional.

O embaixador do Irã em Brasília, Abdollah Nekounam, agradeceu publicamente o posicionamento do Brasil, destacando-o como apoio em um momento crítico.

O assessor especial Celso Amorim alertou que o Brasil pode ser afetado indiretamente pela escalada, com riscos a preços de commodities, rotas comerciais e estabilidade global. Especialistas consultados por veículos brasileiros questionaram a legalidade da ação sob normas internacionais, reforçando a posição diplomática de não intervenção e defesa do multilateralismo.

Posição da Rússia

A Rússia adotou tom duríssimo de condenação, qualificando os ataques como "agressão armada não provocada" contra um Estado soberano.

O Ministério das Relações Exteriores russo responsabilizou integralmente os EUA e Israel pela escalada e pela "caça a líderes estrangeiros", chamando o assassinato de Khamenei de "assassinato cínico".

O presidente Vladimir Putin expressou condolências e defendeu o cessar-fogo imediato e o retorno à via diplomática.

Apesar do tratado de parceria estratégica com o Irã, Moscou não anunciou apoio militar direto, priorizando cautela em meio às negociações sobre a Ucrânia e preocupações com impactos no preço do petróleo.

O conflito, que já causa volatilidade nos mercados de energia e temores de uma guerra regional mais ampla, permanece em fase crítica, com todas as partes sinalizando intensificação nas próximas horas. Atualizações continuam sendo monitoradas em tempo real.

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