Drones kamikaze ucranianos voltam a atacar o porto russo de Ust-Luga, na região de Leningrado

TimeCras
Roberto Farias
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Relatos em tempo real indicam que o importante terminal portuário russo de Ust-Luga, no Golfo da Finlândia, está novamente sob ataque de drones kamikaze ucranianos. O incidente ocorre apenas um dia após uma grande ofensiva que já havia provocado incêndios e interrupções nas operações de exportação de petróleo no local.


BRASÍLIA / KIEV UCRÃNIA — Nesta noite de quinta-feira (26 de março de 2026), o porto de Ust-Luga, um dos principais hubs de exportação de petróleo e produtos derivados na Rússia (região de Leningrado), voltou a ser alvo de drones kamikaze ucranianos. Vídeos e relatos de moradores, compartilhados nas redes sociais, mostram explosões e focos de incêndio visíveis a dezenas de quilômetros de distância, inclusive próximos à fronteira com a Estônia.


De acordo com publicações em tempo real de fontes ucranianas e monitoramentos independentes, os drones estão atingindo novamente as instalações do terminal, especialmente áreas ligadas ao processamento e armazenamento de óleo e gasóleo. O governador da região de Leningrado, Aleksandr Drozdenko, ainda não se manifestou sobre esta nova onda, mas na noite anterior (25 de março) ele havia confirmado incêndio no porto após ataque similar, com pelo menos 56 drones interceptados pela defesa aérea russa na região.


Ust-Luga é estratégico para a Rússia: trata-se de um dos maiores portos do Báltico, responsável por exportar cerca de 700 mil barris de petróleo por dia, além de carvão, grãos, fertilizantes e produtos processados pela empresa Novatek (incluindo condensado de gás). O complexo inclui terminais de carregamento de óleo e tanques de armazenamento que já foram danificados na ofensiva da madrugada de 25 de março, quando fumaça preta foi vista até da Finlândia e as operações de carregamento foram suspensas.


Essa nova investida acontece em meio a uma campanha intensificada da Ucrânia contra a infraestrutura energética russa no Báltico. Na última semana, o porto vizinho de Primorsk também foi atingido, forçando a interrupção temporária de carregamentos de cru e derivados. As autoridades ucranianas, incluindo o Serviço de Segurança (SBU) e as Forças de Sistemas Não Tripulados, assumiram publicamente os ataques anteriores, justificando-os como forma de reduzir as receitas de guerra da Rússia, que dependem fortemente das exportações marítimas de energia.


Do lado russo, o Ministério da Defesa costuma informar interceptações em massa de drones (chegando a quase 400 em uma única noite na região noroeste), mas reconhece impactos pontuais em instalações críticas. Até o momento desta atualização, não há informações confirmadas sobre vítimas ou a extensão exata dos danos da onda desta noite. As operações no porto seguem com alto risco, e relatos indicam que o terminal pode ter sido novamente selado.


  • Ust-Luga fica a mais de 1.000 km da linha de frente na Ucrânia, demonstrando o alcance cada vez maior dos drones ucranianos de longo alcance.
  • Os ataques ao Báltico afetam diretamente a capacidade russa de escoar óleo via “frota sombra” de petroleiros, aumentando a pressão econômica sobre Moscou.
  • A região de Leningrado, próxima a países da OTAN (Estônia e Finlândia), vê aumento de alertas aéreos e restrições em aeroportos como Pulkovo.

A situação continua em desenvolvimento. Novas explosões e incêndios estão sendo reportados por moradores e canais de monitoramento militar. A Ucrânia busca degradar a logística energética russa, enquanto Moscou responde com ondas massivas de drones e mísseis contra a Ucrânia. Atualizações oficiais das duas partes devem surgir nas próximas horas.


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