O megabloco “Quem Pede, Pede”, comandado por Ivete Sangalo neste sábado (7), reuniu cerca de 1,2 milhão de foliões no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Em meio à multidão, uma operação inusitada da Polícia Civil chamou atenção: agentes infiltrados, fantasiados de alienígenas, prenderam quatro suspeitos por crimes distintos durante a festa.
A operação diferenciada
A estratégia de infiltração com fantasias foi planejada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que coordena ações especiais de Carnaval. O objetivo era permitir que policiais circulassem entre os foliões sem levantar suspeitas, identificando criminosos em flagrante.
Durante a ação:
- Um homem foi preso por furtar celulares. Ele foi flagrado com aparelhos escondidos na roupa, alguns já devolvidos às vítimas.
- Três homens foram detidos por venda de bebidas adulteradas, fabricadas clandestinamente e comercializadas durante o bloco. As garrafas apreendidas foram encaminhadas para perícia.
As ocorrências foram registradas no 27º Distrito Policial (Campo Belo) e no 78º DP, ambos na capital paulista. Até o momento, os nomes dos detidos não foram oficialmente divulgados.
Impacto e repercussão
A prisão em meio ao desfile gerou surpresa entre os foliões, que acompanharam a cena curiosa dos “ETs” prendendo suspeitos. A ação reforça a preocupação das autoridades com furtos e venda de produtos ilegais durante o Carnaval, além de mostrar como a criatividade pode ser aliada da segurança pública.
Apesar da superlotação — que chegou a interromper o cortejo por cerca de 50 minutos — o bloco seguiu até o fim em clima de celebração. A operação policial, porém, deixou claro que a folia também é palco de combate ao crime.
Relevância
O episódio evidencia como o Carnaval, além de festa popular, se tornou um desafio logístico e de segurança. A estratégia da Polícia Civil não apenas garantiu prisões, mas também gerou repercussão nacional, levantando debates sobre novas formas de policiamento em grandes eventos.
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