Malmö, Suécia – 26 de fevereiro de 2026 – Em um episódio que reacende preocupações sobre a segurança naval na região do Mar Báltico, as Forças Armadas Suecas detectaram e neutralizaram um drone de origem suspeita – amplamente apontado como russo – que se aproximava do porta-aviões nuclear francês Charles de Gaulle, o principal ativo da Marinha francesa, enquanto ele estava atracado no porto de Malmö.
Detalhes do Incidente
De acordo com informações divulgadas pela emissora pública sueca SVT e confirmadas por fontes do Estado-Maior das Forças Armadas Francesas, o incidente ocorreu na tarde de quarta-feira (25) ou quinta-feira (26), dependendo da fonte.
O drone teria decolado de um navio russo posicionado nas proximidades do Estreito de Øresund, aproximando-se a cerca de 10 a 13 quilômetros (aproximadamente 6 a 7 milhas náuticas) do gigante de 261 metros de comprimento e propulsão nuclear.
As forças suecas ativaram imediatamente sistemas de guerra eletrônica (jamming), interrompendo o sinal de controle do veículo aéreo não tripulado (UAV). Após a interferência, o drone perdeu contato com seu operador, desapareceu dos radares e, segundo relatos não confirmados oficialmente, pode ter caído no mar ou retornado à origem.
Nenhuma das fontes indicou que o aparelho tenha causado danos ao porta-aviões ou à tripulação a bordo, e as operações normais no navio prosseguiram sem interrupções.
Contexto Estratégico
O Charles de Gaulle, único porta-aviões nuclear em serviço fora da Marinha dos Estados Unidos, integra o grupo aeronaval francês em uma missão de longo alcance no Atlântico Norte e Mar Báltico.
A escala em Malmö faz parte de exercícios da OTAN, incluindo o Orion-26, destinados a fortalecer a interoperabilidade entre aliados e demonstrar capacidade de dissuasão em um contexto de crescentes tensões regionais.
Reações Oficiais
Autoridades suecas e francesas classificaram o episódio como um “incidente sério de segurança”.
O ministro da Defesa sueco, Pål Jonson, afirmou que o drone era “provavelmente russo”, ecoando suspeitas de que Moscou estaria testando reações da OTAN ou coletando inteligência sobre ativos navais de alto valor na área.
Esse não é um caso isolado no Báltico: nos últimos anos, múltiplos incidentes envolvendo drones não identificados, cabos submarinos danificados e atividades de reconhecimento russo têm sido registrados perto de infraestrutura crítica europeia.
A presença do Charles de Gaulle – símbolo da projeção de poder francês e europeu – torna o episódio particularmente simbólico.
Até o momento, nem o Ministério da Defesa russo nem fontes oficiais em Moscou comentaram o caso. O incidente ocorre dias após declarações duras do presidente Vladimir Putin sobre ameaças nucleares, o que adiciona camadas de tensão geopolítica ao evento.
Monitoramento e Investigações
A Marinha Francesa e a OTAN mantêm monitoramento reforçado na região, enquanto investigações continuam para determinar o modelo exato do drone e suas intenções precisas.
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