Colisão entre navios da Marinha dos EUA no Caribe expõe riscos operacionais

TimeCras
Roberto Farias
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Em um incidente que reacende debates sobre a segurança de operações navais de alta intensidade, o destróier de mísseis guiados USS Truxtun (DDG-103, classe Arleigh Burke) e o navio de apoio logístico rápido USNS Supply (T-AOE-6, classe Supply) colidiram na tarde de quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, durante uma manobra de reabastecimento no mar (replenishment-at-sea, RAS) nas águas do Caribe, sob responsabilidade do Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM).



Detalhes oficiais

  • Dois tripulantes sofreram ferimentos leves e estão em condição estável.
  • Nenhum dos navios registrou danos estruturais graves que comprometam a navegabilidade.
  • Ambos prosseguiram em curso normal após o ocorrido.
  • A causa exata da colisão está sob investigação formal pela Marinha americana.

Complexidade da manobra

O reabastecimento no mar é uma das operações mais arriscadas da guerra naval moderna.

  • Distância mínima: 30 a 50 metros
  • Velocidade sincronizada: 12–15 nós
  • Transferência de combustível, munições e suprimentos via cabos e mangueiras tensionados

Qualquer erro de leme, variação súbita de vento, falha de comunicação ou distração pode resultar em contato físico — como ocorreu neste caso.

Perfis dos navios

  • USS Truxtun: destróier equipado com sistema Aegis, capaz de missões antiaéreas, antinavio e antisubmarino.
  • USNS Supply: navio logístico operado pelo Military Sealift Command, responsável por abastecer grupos de combate em alto-mar.

Contexto estratégico

O incidente ocorre em meio à maior presença naval americana no Caribe desde a Segunda Guerra Mundial.

  • Desde 2025, o governo Trump intensificou operações contra o narcotráfico e grupos classificados como “narcoterroristas”.
  • Ações incluem interceptações de embarcações suspeitas, apreensões de petroleiros ligados à Venezuela e ataques contra barcos de alta velocidade.
  • A região recebeu o grupo de porta-aviões USS Gerald R. Ford, submarinos nucleares e milhares de fuzileiros — parte da Operação Southern Spear e da “quarentena” ao petróleo venezuelano.

Críticas e preocupações

Embora o SOUTHCOM insista em protocolos rigorosos de segurança, críticos alertam que o ritmo acelerado de atividades — com múltiplos RAS diários — aumenta a probabilidade de acidentes.
Casos semelhantes já ocorreram, como o USS Fitzgerald em 2017, que levou a revisões profundas de treinamento e procedimentos.

A Marinha dos EUA não informou se a colisão afetará a disponibilidade operacional dos navios ou o cronograma da missão. Investigações costumam durar semanas ou meses, analisando fatores humanos, técnicos e ambientais.


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