Caso Gisele Santana: investigação reclassificada

TimeCras
Roberto Farias
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A Polícia Civil de São Paulo reclassificou a investigação da morte da soldado da PM Gisele Alves Santana, de 32 anos, para morte suspeita com indícios de homicídio, após inicialmente registrar o fato como suicídio consumado no 8º DP (Brás).
A alteração ocorreu nesta sexta-feira (20/02/2026), com base em depoimentos de familiares, análise preliminar da cena do crime e contradições na versão inicial apresentada pelo marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos.

O que aconteceu

  • O episódio ocorreu na manhã de 18 de fevereiro, no apartamento do casal no Brás, região central da capital.
  • Segundo o boletim de ocorrência, o oficial relatou que estava no banho quando ouviu um estrondo.
  • Ao retornar, encontrou a esposa caída com ferimento grave na cabeça, a pistola Glock .40 de serviço dele na mão da vítima e sangramento abundante.
  • Gisele foi socorrida ao Hospital das Clínicas, mas faleceu às 12h04 do mesmo dia.

Investigações em andamento

  • A arma do marido foi apreendida, junto com cartuchos, carregadores e celulares.
  • Perícias incluem exame de resíduo de disparo, balística, reconstituição e análise de comunicações.
  • A Corregedoria da PM acompanha o caso devido à patente do envolvido.

Depoimentos

  • A mãe da vítima relatou que o relacionamento iniciado em 2024 era marcado por controle excessivo, ciúmes patológico e abusos psicológicos.
  • Amigas próximas reforçaram o quadro, alertando sobre risco iminente e comportamento agressivo do companheiro.
  • Apesar das dificuldades, Gisele estava otimista com a recente promoção ao Tribunal de Justiça Militar.

Desfecho

  • O sepultamento ocorreu em 20 de fevereiro, em Suzano (SP), com grande comoção e pedidos públicos por justiça.
  • Gisele deixa uma filha de 7 anos, de relacionamento anterior.
  • Até o momento, o tenente-coronel não é formalmente indiciado, mas a reclassificação amplia o escopo investigativo, incluindo possível quebra de sigilo telefônico.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) confirmou que diligências seguem com prioridade, sob sigilo parcial.


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