AL-220, trecho conhecido como “S do Caboclo” ou “Curva do Caboclo”, próximo ao distrito de Caboclo e ao Sítio Boqueirão, no município de São José da Tapera.
O ônibus, que transportava aproximadamente 60 romeiros retornando de uma romaria em Juazeiro do Norte (Ceará) — destino popular para peregrinações religiosas em homenagem a Padre Cícero —, capotou por volta das 7h após o veículo sair da pista em uma das curvas acentuadas da região.
Entre os mortos estão cinco homens, sete mulheres e três crianças, conforme balanço divulgado por fontes oficiais, incluindo o Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBM/AL) e o governo estadual. As identidades das vítimas ainda não foram divulgadas publicamente.
Equipes do Corpo de Bombeiros, Samu e outros serviços de emergência continuam no local e em hospitais da região atendendo os sobreviventes. Alguns feridos permanecem em estado grave, mas não há atualização oficial sobre o número exato de hospitalizados ou evolução dos casos até o momento.
A Polícia Rodoviária Estadual e peritos do Instituto de Criminalística prosseguem com os trabalhos de perícia para apurar as causas do capotamento. Hipóteses iniciais incluem perda de controle do motorista em curva, possível excesso de velocidade, condições da pista ou problemas mecânicos no veículo — fatores comuns em trechos sinuosos do Sertão alagoano. Testemunhas relataram que o ônibus desceu uma ribanceira antes de tombar em área de vegetação.
Em nota oficial, o governador Paulo Dantas decretou luto oficial de três dias em todo o estado de Alagoas como forma de solidariedade às famílias das vítimas e às comunidades de Limoeiro de Anadia e Coité do Nóia, de onde partiu a maior parte dos peregrinos.
O caso reacende alertas sobre a segurança em rodovias estaduais usadas por veículos de fretamento em romarias, incluindo fiscalização de manutenção, limites de velocidade e condições de motoristas em longas jornadas.
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