Policial militar é preso durante velório da esposa em Embu das Artes

TimeCras
Roberto Farias
0

Vinícius Costa Silva teve a prisão temporária decretada pela Justiça e foi levado para unidade prisional militar após a investigação colocar em dúvida a primeira versão apresentada sobre a morte de Larissa Cruz Morata


Embu das Artes (SP) — 7 de setembro de 2026

O policial militar Vinícius Costa Silva foi preso nesta segunda-feira (7) durante o velório da esposa, Larissa Cruz Morata, de 29 anos, encontrada morta na manhã de domingo (6), em Embu das Artes, na Grande São Paulo. A prisão é temporária e foi determinada pela Justiça no curso da investigação sobre a morte da mulher.

A detenção foi realizada pela Corregedoria da Polícia Militar. Depois de ser levado para uma delegacia em Embu das Artes, o policial foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital paulista, segundo informações divulgadas pelo Metrópoles. 

A prisão muda a condição de Vinícius no caso. Nas primeiras horas da ocorrência, ele havia sido ouvido pela polícia e apresentado a versão de que a esposa teria tirado a própria vida com uma arma que pertencia a ele. Naquele momento, o policial foi liberado.

A investigação, porém, avançou e passou a questionar a dinâmica apresentada inicialmente.

O que levou à prisão

Larissa foi encontrada dentro do banheiro da residência onde morava com o marido. Ela tinha um ferimento provocado por disparo de arma de fogo na cabeça, e a arma do policial foi localizada sob o corpo.

O caso foi registrado como morte suspeita. O boletim de ocorrência apontou uma “dúvida razoável” em relação à hipótese de suicídio, levando os investigadores a aprofundar a apuração antes de definir a dinâmica da morte. 

A Polícia Civil determinou uma série de exames para confrontar a versão apresentada pelo policial com os vestígios encontrados na residência.

Entre as medidas estão exames residuográficos nas mãos de Larissa e de Vinícius, além da análise da arma e de materiais relacionados ao disparo.

Arma passou por perícia

O revólver utilizado no disparo pertence ao policial militar.

A arma, munições, carregador, coldre e o estojo da munição deflagrada foram apreendidos e encaminhados para exames periciais e balísticos. A Polícia Civil também requisitou perícia técnico-científica no imóvel.

A análise dos vestígios será importante para reconstruir a cena e verificar se os elementos encontrados são compatíveis com a versão de que Larissa teria efetuado o disparo contra si mesma.

Os exames, entretanto, precisam ser analisados em conjunto. Um eventual resultado isolado não determina automaticamente a autoria ou a dinâmica de uma morte.

Investigação passou a considerar outras possibilidades

A hipótese de suicídio foi apresentada inicialmente pelo próprio marido, mas passou a ser contestada pelos familiares da vítima.

Parentes disseram à imprensa que Larissa havia decidido terminar o relacionamento e pretendia deixar a residência com o filho de dois anos. Também fizeram relatos sobre problemas no relacionamento e alegado comportamento agressivo do policial.

Essas declarações fazem parte do contexto investigado, mas não representam, por si só, prova de que Vinícius tenha cometido o crime.

A Polícia Civil ainda precisa confrontar os relatos com os resultados das perícias, depoimentos e demais evidências reunidas no inquérito.

Prisão aconteceu no velório

O momento da prisão chamou atenção porque Vinícius estava no velório da própria esposa quando foi localizado pela Corregedoria da Polícia Militar.

A partir dali, ele deixou a condição de homem ouvido e liberado no início da ocorrência e passou a permanecer sob custódia por determinação judicial.

Após os procedimentos iniciais, foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, onde deverá permanecer durante o período determinado pela Justiça, conforme as informações divulgadas sobre a prisão. 

Defesa contesta suspeita

A defesa de Vinícius sustenta que o policial é inocente e contesta a suspeita levantada pela investigação.

Os advogados afirmam que os exames técnicos serão fundamentais para esclarecer o que aconteceu e deverão ser considerados juntamente com os demais elementos do caso.

Por isso, apesar da prisão, não existe neste momento uma condenação contra o policial. A investigação ainda precisa estabelecer a dinâmica da morte e eventual responsabilidade criminal.

O que a polícia ainda precisa esclarecer

A prisão temporária não encerra a investigação. Os próximos passos dependem principalmente dos resultados das perícias.

Entre as questões que precisam ser esclarecidas estão a dinâmica do disparo, a posição da vítima e da arma, os vestígios encontrados no imóvel e os resultados dos exames realizados nas mãos de Larissa e do policial.

A polícia também deverá confrontar esses elementos com os depoimentos já colhidos e com a cronologia dos acontecimentos antes da morte.

O resultado dessa análise será determinante para definir os próximos passos do inquérito.

Prisão não significa culpa

A situação de Vinícius mudou, mas a responsabilidade criminal ainda precisa ser estabelecida.

Ele está preso temporariamente e é investigado sob suspeita de envolvimento na morte da esposa. A prisão é uma medida cautelar e não equivale a uma sentença.

Enquanto a Polícia Civil conclui as perícias e reúne os demais elementos, a versão apresentada pela defesa continuará sendo confrontada com as provas técnicas produzidas pela investigação.

O caso permanece em andamento e poderá ter novos desdobramentos a partir dos laudos e das decisões judiciais.


Postar um comentário

0 Comentários

Não deixe de comentar, sua opinião faz a diferença aqui no Timecras!

Postar um comentário (0)

#buttons=(Ok, Go it!) #days=(20)

Usamos cookies para melhorar sua experiência. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Privacidade Confira
Ok, Go it!