Vinícius Costa Silva teve a prisão temporária decretada pela Justiça e foi levado para unidade prisional militar após a investigação colocar em dúvida a primeira versão apresentada sobre a morte de Larissa Cruz Morata
Embu das Artes (SP) — 7 de setembro de 2026
O policial militar Vinícius Costa Silva foi preso nesta segunda-feira (7) durante o velório da esposa, Larissa Cruz Morata, de 29 anos, encontrada morta na manhã de domingo (6), em Embu das Artes, na Grande São Paulo. A prisão é temporária e foi determinada pela Justiça no curso da investigação sobre a morte da mulher.
A detenção foi realizada pela Corregedoria da Polícia Militar. Depois de ser levado para uma delegacia em Embu das Artes, o policial foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital paulista, segundo informações divulgadas pelo Metrópoles.
A prisão muda a condição de Vinícius no caso. Nas primeiras horas da ocorrência, ele havia sido ouvido pela polícia e apresentado a versão de que a esposa teria tirado a própria vida com uma arma que pertencia a ele. Naquele momento, o policial foi liberado.
A investigação, porém, avançou e passou a questionar a dinâmica apresentada inicialmente.
O que levou à prisão
Larissa foi encontrada dentro do banheiro da residência onde morava com o marido. Ela tinha um ferimento provocado por disparo de arma de fogo na cabeça, e a arma do policial foi localizada sob o corpo.
O caso foi registrado como morte suspeita. O boletim de ocorrência apontou uma “dúvida razoável” em relação à hipótese de suicídio, levando os investigadores a aprofundar a apuração antes de definir a dinâmica da morte.
A Polícia Civil determinou uma série de exames para confrontar a versão apresentada pelo policial com os vestígios encontrados na residência.
Entre as medidas estão exames residuográficos nas mãos de Larissa e de Vinícius, além da análise da arma e de materiais relacionados ao disparo.
Arma passou por perícia
O revólver utilizado no disparo pertence ao policial militar.
A arma, munições, carregador, coldre e o estojo da munição deflagrada foram apreendidos e encaminhados para exames periciais e balísticos. A Polícia Civil também requisitou perícia técnico-científica no imóvel.
A análise dos vestígios será importante para reconstruir a cena e verificar se os elementos encontrados são compatíveis com a versão de que Larissa teria efetuado o disparo contra si mesma.
Os exames, entretanto, precisam ser analisados em conjunto. Um eventual resultado isolado não determina automaticamente a autoria ou a dinâmica de uma morte.
Investigação passou a considerar outras possibilidades
A hipótese de suicídio foi apresentada inicialmente pelo próprio marido, mas passou a ser contestada pelos familiares da vítima.
Parentes disseram à imprensa que Larissa havia decidido terminar o relacionamento e pretendia deixar a residência com o filho de dois anos. Também fizeram relatos sobre problemas no relacionamento e alegado comportamento agressivo do policial.
Essas declarações fazem parte do contexto investigado, mas não representam, por si só, prova de que Vinícius tenha cometido o crime.
A Polícia Civil ainda precisa confrontar os relatos com os resultados das perícias, depoimentos e demais evidências reunidas no inquérito.
Prisão aconteceu no velório
O momento da prisão chamou atenção porque Vinícius estava no velório da própria esposa quando foi localizado pela Corregedoria da Polícia Militar.
A partir dali, ele deixou a condição de homem ouvido e liberado no início da ocorrência e passou a permanecer sob custódia por determinação judicial.
Após os procedimentos iniciais, foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, onde deverá permanecer durante o período determinado pela Justiça, conforme as informações divulgadas sobre a prisão.
Defesa contesta suspeita
A defesa de Vinícius sustenta que o policial é inocente e contesta a suspeita levantada pela investigação.
Os advogados afirmam que os exames técnicos serão fundamentais para esclarecer o que aconteceu e deverão ser considerados juntamente com os demais elementos do caso.
Por isso, apesar da prisão, não existe neste momento uma condenação contra o policial. A investigação ainda precisa estabelecer a dinâmica da morte e eventual responsabilidade criminal.
O que a polícia ainda precisa esclarecer
A prisão temporária não encerra a investigação. Os próximos passos dependem principalmente dos resultados das perícias.
Entre as questões que precisam ser esclarecidas estão a dinâmica do disparo, a posição da vítima e da arma, os vestígios encontrados no imóvel e os resultados dos exames realizados nas mãos de Larissa e do policial.
A polícia também deverá confrontar esses elementos com os depoimentos já colhidos e com a cronologia dos acontecimentos antes da morte.
O resultado dessa análise será determinante para definir os próximos passos do inquérito.
Prisão não significa culpa
A situação de Vinícius mudou, mas a responsabilidade criminal ainda precisa ser estabelecida.
Ele está preso temporariamente e é investigado sob suspeita de envolvimento na morte da esposa. A prisão é uma medida cautelar e não equivale a uma sentença.
Enquanto a Polícia Civil conclui as perícias e reúne os demais elementos, a versão apresentada pela defesa continuará sendo confrontada com as provas técnicas produzidas pela investigação.
O caso permanece em andamento e poderá ter novos desdobramentos a partir dos laudos e das decisões judiciais.
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