Veterinária atacada por cão do Senado permanece em estado grave após cirurgia em Brasília

TimeCras
Roberto Farias
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Vitória Valle de Oliveira Pinha 

Vitória Valle de Oliveira Pinha, de 36 anos, sofreu ferimentos graves no pescoço e uma parada cardiorrespiratória; cão da raça pastor-belga-malinois foi afastado das atividades e caso é investigado

Brasília — A médica-veterinária Vitória Valle de Oliveira Pinha, de 36 anos, permanece internada em estado grave após ser atacada por um cão do Serviço de Cinotecnia do Senado Federal, em Brasília, na manhã desta terça-feira (18).

O ataque ocorreu nas dependências do canil da instituição, enquanto Vitória desempenhava atividade profissional relacionada aos animais. Ela sofreu ferimentos graves na região do pescoço, teve uma parada cardiorrespiratória e foi socorrida após o ataque.

A profissional foi encaminhada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) ao Hospital de Base do Distrito Federal, onde passou por cirurgia. Segundo informações divulgadas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Vitória permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sob cuidados médicos.

Ataque ocorreu no canil do Senado

O animal envolvido é um pastor-belga-malinois, integrante do Serviço de Cinotecnia do Senado, estrutura que mantém cães treinados para atividades relacionadas à segurança institucional.

Informações divulgadas ao longo do dia indicam que Vitória estava cuidando do animal quando ocorreu o ataque. Uma das versões publicadas aponta que ela teria sido mordida enquanto fornecia alimentação ao cão. A dinâmica completa, entretanto, ainda não foi esclarecida oficialmente e está entre os pontos investigados pela Polícia Civil.

A profissional foi encontrada ferida e recebeu atendimento de emergência antes de ser levada ao Hospital de Base.

Ferimentos atingiram a região do pescoço

A agressão provocou uma lesão grave na região cervical. Segundo informações divulgadas durante a apuração, Vitória sofreu uma lesão importante em uma artéria do pescoço e apresentou uma parada cardiorrespiratória.

A gravidade do quadro exigiu atendimento especializado e posterior cirurgia no Hospital de Base. A equipe de Cirurgia do Trauma assumiu o atendimento e, após o procedimento, a veterinária foi encaminhada para a UTI. 

O IgesDF não divulgou detalhes adicionais sobre o estado clínico da paciente, em razão do sigilo médico.

Informação sobre suposta morte foi corrigida

Durante a tarde, o caso foi marcado por uma informação incorreta sobre o estado de saúde da veterinária.

Alguns veículos chegaram a publicar que Vitória havia morrido em decorrência dos ferimentos. Posteriormente, entretanto, houve correções formais.

O Bahia Notícias, por exemplo, publicou uma seção de “Erramos” informando que, ao contrário da informação divulgada anteriormente, Vitória não havia morrido. O veículo informou que a veterinária havia passado por cirurgia e permanecia em estado grave. 

O Metrópoles também corrigiu a informação e publicou que a profissional continuava internada após o procedimento cirúrgico. 

Diante da divergência registrada durante a cobertura, o TimeCras mantém nesta reportagem somente a informação respaldada pelas atualizações mais recentes de saúde: Vitória permanece internada em estado grave após cirurgia.

Cão foi afastado das atividades

Após o ataque, o Senado retirou o cão envolvido da rotina operacional.

Segundo as informações divulgadas, o animal foi isolado, está com a vacinação em dia e deverá permanecer sob observação e passar por exames.

O afastamento é uma medida preventiva e não representa, por si só, uma conclusão sobre a causa do ataque ou eventual falha no manejo do animal.

Até o momento, não há confirmação pública de que o cão possuísse histórico anterior de ataques semelhantes.

Polícia Civil investiga a ocorrência

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga as circunstâncias do ataque.

A apuração deverá determinar como ocorreu a agressão, quais procedimentos estavam sendo realizados no momento e em que condições o animal era manejado.

Equipes policiais realizaram diligências relacionadas ao caso, incluindo perícia no local e busca por informações que possam ajudar a reconstruir a sequência dos acontecimentos. A investigação também deverá considerar depoimentos de pessoas que estavam nas proximidades.

Até agora, não há elementos públicos suficientes para atribuir responsabilidade criminal ou administrativa a uma pessoa específica.

Quem é Vitória Valle de Oliveira Pinha

Vitória tem 36 anos e atuava profissionalmente com os animais mantidos pelo Senado.

Registros públicos da Casa indicam sua atuação como profissional terceirizada ligada aos serviços relacionados aos animais. Ela estava no local em razão de suas atividades profissionais quando ocorreu o ataque.

A circunstância reforça uma das questões centrais da investigação: quais procedimentos de segurança estavam previstos para o manejo e o atendimento veterinário de cães empregados em atividades institucionais.

O papel dos cães de cinotecnia

O Serviço de Cinotecnia utiliza cães treinados especificamente para apoiar atividades de segurança.

Animais empregados nesse tipo de serviço podem receber treinamento para tarefas como detecção de substâncias, localização de determinados materiais e apoio a operações de segurança institucional.

O pastor-belga-malinois envolvido na ocorrência fazia parte dessa estrutura.

Por serem animais submetidos a treinamento específico e utilizados em atividades operacionais, o manejo durante procedimentos veterinários exige cuidados e protocolos compatíveis com as características de cada cão. A investigação poderá esclarecer quais medidas estavam sendo utilizadas no momento do ataque.

O que ainda precisa ser esclarecido

A investigação deverá responder a uma série de perguntas importantes para determinar exatamente como o episódio aconteceu.

Entre os pontos que permanecem em aberto estão:

  • Qual procedimento estava sendo realizado no momento do ataque?
  • O cão estava contido quando Vitória se aproximou?
  • Quais medidas de segurança estavam sendo utilizadas?
  • Havia outros profissionais nas proximidades?
  • O animal apresentou algum comportamento diferente antes da agressão?
  • Existe histórico documentado de comportamento agressivo?
  • Os protocolos de manejo foram cumpridos?
  • O que desencadeou a reação do cão?
  • Haverá responsabilização após a conclusão da investigação?

Neste momento, essas questões permanecem sem resposta definitiva e não devem ser tratadas como fatos enquanto a apuração estiver em andamento.

Situação atual

Até a última atualização localizada nesta terça-feira (18), Vitória Valle de Oliveira Pinha permanece internada em estado grave na UTI do Hospital de Base do Distrito Federal após passar por cirurgia

O cão envolvido foi retirado das atividades e permanece sob observação. A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias do ataque, enquanto o Senado acompanha o caso.

A ocorrência chama atenção não apenas pela gravidade dos ferimentos, mas também pela necessidade de esclarecer os protocolos empregados no manejo de cães treinados para atividades de segurança durante atendimentos veterinários.


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