Washington, 22 de julho de 2026 — O presidente Donald Trump aprovou o avanço de um acordo de cooperação nuclear civil com a Arábia Saudita que, segundo relatos e documentos enviados ao Congresso americano, pode permitir ao reino árabe desenvolver capacidade de enriquecimento de urânio sob supervisão bilateral.
O pacto, formalizado por meio de uma Declaração Conjunta em novembro de 2025 durante visita do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman à Casa Branca, vem gerando debates intensos sobre riscos de proliferação nuclear na região.
O que o acordo prevê
De acordo com relatórios do governo Trump enviados ao Congresso:
- Os EUA e empresas americanas serão os principais parceiros na construção do programa nuclear civil saudita.
- O acordo inclui salvaguardas bilaterais adicionais, mas não exige a proibição total de enriquecimento de urânio ou reprocessamento de combustível, como era padrão em acordos anteriores.
- A Arábia Saudita mantém reservas significativas de urânio e vê o enriquecimento como parte estratégica de sua soberania energética.
Especialistas consultados por veículos como Reuters e Arms Control Association afirmam que o texto remove algumas “guardrails” (barreiras) tradicionais de não proliferação, o que representa uma flexibilização em relação à postura histórica dos EUA.
Por que isso preocupa?
A Arábia Saudita sempre deixou claro que, caso o Irã desenvolva arma nuclear, buscará o mesmo. O príncipe Mohammed bin Salman já declarou publicamente que “não hesitaria” em seguir o mesmo caminho.
Críticos no Congresso americano, especialmente democratas, argumentam que o acordo pode abrir uma perigosa janela para que Riad desenvolva tecnologia dual (civil e militar), aumentando a tensão no Oriente Médio.
Contexto geopolítico
O acordo faz parte de um pacote maior que inclui:
- Compromisso saudita de investimentos de até US$ 1 trilhão nos EUA.
- Venda de caças F-35 e outros equipamentos de defesa.
- Cooperação em inteligência artificial e minerais críticos.
Trump defende a iniciativa como forma de gerar empregos americanos, conter influência chinesa e russa na região e promover “paz através da força”.
Situação atual
O acordo ainda está em fase de revisão final no Congresso. Se aprovado sem grandes alterações, pode ser assinado definitivamente nos próximos meses. Até o momento, a Casa Branca afirma que todas as medidas serão “consistentes com fortes padrões de não proliferação”.
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