Sonda japonesa registra novas imagens de asteroide próximo à órbita da Terra

TimeCras
Roberto Farias
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Registros da missão Hayabusa2 oferecem novos detalhes sobre o asteroide Ryugu e ajudam cientistas a compreender a formação do Sistema Solar. O corpo celeste não representa ameaça ao planeta.


Tóquio (Japão), 8 de julho de 2026

A missão japonesa Hayabusa2, da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA), divulgou novas imagens do asteroide Ryugu, um corpo celeste classificado como "próximo à Terra" por causa de sua órbita. Os registros ampliam o conhecimento científico sobre a composição e a evolução desses objetos, considerados remanescentes da formação do Sistema Solar.

As imagens revelam detalhes da superfície rochosa do asteroide, permitindo aos pesquisadores analisar sua estrutura, composição mineral e características geológicas com maior precisão. As informações serão utilizadas em estudos voltados à origem dos planetas e dos materiais que deram origem ao Sistema Solar há cerca de 4,6 bilhões de anos.

O que significa "próximo à Terra"?

Apesar da classificação, Ryugu não estava próximo da Terra quando as imagens foram registradas.

Na astronomia, um objeto é considerado um asteroide próximo à Terra (Near-Earth Asteroid – NEA) quando sua órbita pode passar relativamente perto da órbita terrestre em determinados momentos. Isso não significa que ele esteja ao lado do planeta ou represente risco iminente de colisão.

Durante a fase principal da missão Hayabusa2, a sonda encontrou Ryugu a aproximadamente 280 milhões de quilômetros da Terra, distância muito superior à existente entre a Terra e a Lua.

Segundo a JAXA, o asteroide também não apresenta ameaça conhecida de impacto contra a Terra.

Missão marcou a exploração espacial japonesa

Lançada em 2014, a Hayabusa2 chegou ao asteroide Ryugu em 2018 após uma viagem de mais de três anos pelo espaço.

Durante a missão, a nave mapeou toda a superfície do asteroide, realizou pousos para coleta de material e chegou a criar uma pequena cratera artificial para obter amostras do interior da rocha, região considerada menos alterada pela exposição ao ambiente espacial.

Em dezembro de 2020, uma cápsula contendo as amostras coletadas retornou com sucesso à Terra, permitindo que laboratórios de diversos países analisassem fragmentos do asteroide.

Pesquisa ajuda a entender a origem do Sistema Solar

Os cientistas consideram Ryugu um objeto de grande interesse porque ele preserva materiais formados nos primórdios do Sistema Solar.

As análises das amostras e das imagens obtidas pela Hayabusa2 contribuem para pesquisas sobre a formação dos planetas, a distribuição de água e compostos orgânicos no espaço e os processos que moldaram pequenos corpos celestes ao longo de bilhões de anos.

Mesmo após concluir sua missão em Ryugu, a Hayabusa2 continua em operação e segue em direção a outro asteroide, dando continuidade ao programa japonês de exploração do Sistema Solar.


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