São Paulo (SP), 8 de julho de 2026
A Polícia Civil de São Paulo identificou um adolescente brasileiro de 16 anos, residente na França, como suspeito de financiar ao menos 15 planos de ataques contra escolas e creches no Brasil. A informação foi divulgada pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), unidade especializada no monitoramento de ameaças extremistas na internet.
Segundo a investigação, nenhum dos ataques foi executado. As autoridades afirmam que os planos foram identificados e interrompidos durante o trabalho de monitoramento realizado pelo núcleo especializado.
Além da suspeita de financiar os planos de atentados, o adolescente também é investigado por incentivar meninas à automutilação e ao suicídio por meio de plataformas digitais, conforme informou a Polícia Civil.
Investigação avança com cooperação internacional
Como o investigado reside na França, a Polícia Civil compartilhou as informações obtidas durante a apuração com a Polícia Federal, responsável pelos procedimentos de cooperação internacional.
Com base nas provas reunidas, a Polícia Federal solicitou à Interpol a emissão de um Alerta Azul, mecanismo utilizado para localizar pessoas de interesse investigativo, obter informações adicionais sobre sua identidade, localização e atividades, além de facilitar a cooperação entre autoridades de diferentes países.
De acordo com a delegada Lisandréa Salvariego Colabuono, responsável pelas informações divulgadas sobre o caso, não foi solicitado um Alerta Vermelho porque o investigado é menor de idade, situação que impede esse tipo de medida no âmbito da Interpol.
Até o momento, as autoridades brasileiras não informaram se houve retorno oficial das autoridades francesas sobre o caso.
Monitoramento busca prevenir novos ataques
A investigação foi conduzida pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), estrutura criada pela Polícia Civil de São Paulo para identificar ameaças relacionadas à violência em ambientes digitais.
O núcleo monitora conteúdos publicados na internet e compartilha informações com outras unidades policiais sempre que identifica indícios de crimes ou de planejamento de ataques.
Segundo a Polícia Civil, o objetivo desse trabalho é impedir que ameaças se concretizem e permitir a atuação preventiva das forças de segurança.
Identidade permanece preservada
A identidade do adolescente não foi divulgada pelas autoridades. Como o investigado tem 16 anos, sua identificação permanece protegida pela legislação brasileira aplicável a menores de idade.
As investigações continuam para esclarecer a extensão da atuação do suspeito e identificar outros possíveis envolvidos.
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