São Caetano do Sul (SP) – Uma emboscada executada com frieza marcou a manhã de sábado (27) na Grande São Paulo e mobilizou uma das tropas de elite da Polícia Militar paulista. O primeiro-tenente Ronickson Pimentel dos Santos, 39 anos, integrante do 1º Batalhão de Polícia de Choque (ROTA), foi baleado na cabeça enquanto aguardava em um semáforo na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul.
À paisana e pilotando uma motocicleta após sair de uma academia, o oficial foi abordado por dois homens em outra moto. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento exato dos disparos. Segundos antes, outros registros mostram os suspeitos já posicionados, aguardando a passagem da vítima — indícios de que o ataque foi premeditado e monitorado.
Ronickson foi socorrido em estado grave pelo helicóptero Águia da PM e encaminhado ao Hospital Mário Covas, em Santo André, onde passou por cirurgia para remoção do projétil. Até o momento, não há atualização oficial sobre seu quadro clínico, que permanece delicado.
A moto utilizada pelos atiradores foi localizada abandonada horas depois na região do Ipiranga, zona sul da capital paulista, e periciada em busca de impressões digitais e vestígios. A ação mobilizou imediatamente equipes da ROTA e de outras unidades especializadas, com intensas patrulhas em diversos bairros da região metropolitana.
🚔 Prisões e investigação
Neste domingo (28), a Polícia Militar confirmou a prisão dos principais suspeitos envolvidos no atentado. A informação foi divulgada pela corporação, que realiza coletiva de imprensa no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para detalhar o andamento das diligências.
O caso é investigado como tentativa de homicídio qualificado. As autoridades ainda apuram a motivação do crime, mas o histórico de atuação do tenente no combate ao tráfico de drogas na região é um dos elementos considerados nas linhas de investigação.
Ronickson Pimentel dos Santos é irmão mais velho de Eloá Cristina Pimentel, adolescente assassinada em 2008 após um sequestro que durou quase 100 horas em Santo André — um dos casos mais marcantes da crônica policial brasileira. Na época, ele chegou a depor no julgamento do principal réu.
O governador Tarcísio de Freitas manifestou indignação e determinou prioridade máxima para a elucidação do caso. Nas redes sociais, autoridades e colegas de farda expressaram solidariedade ao oficial e reforçaram o repúdio à violência contra policiais.
A ROTA, conhecida por suas operações de alto risco, emitiu nota oficial confirmando o incidente e destacando o comprometimento da tropa com a segurança pública.
O atentado reacende o debate sobre a segurança de agentes de segurança fora de serviço e a ousadia de grupos criminosos na região metropolitana de São Paulo.
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