Escalada no Golfo: IRGC Responde a Ataques Americanos Enquanto Trump Endurece o Tom
Dubai, 27 de junho de 2026 – A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã lançou, nesta noite, uma nova onda de ataques com mísseis e drones contra bases americanas no Kuwait e no Bahrein. A ação ocorre horas após os Estados Unidos realizarem strikes contra alvos iranianos na costa sul, em resposta ao que o presidente Donald Trump classificou como “violação tola” do cessar-fogo interino.
Detalhes dos Ataques
De acordo com comunicado da IRGC, as forças aeroespaciais e navais atingiram oito alvos estratégicos, com destaque para:
Base Aérea Ali Al-Salem, no Kuwait
Instalações da Quinta Frota da Marinha dos EUA, em Mina Salman, no Bahrein
Teerã descreve a operação como “resposta decisiva” aos bombardeios americanos que atingiram posições costeiras, incluindo áreas próximas a Sirik.
O Bahrein confirmou a detecção de um ataque de drone iraniano, enquanto a agência de segurança marítima britânica registrou o impacto de um projétil em um petroleiro no Estreito de Ormuz. O Irã afirmou ter disparado tiros de advertência contra navios que cruzavam a via sem autorização.
Trump Acusa Irã e Justifica Ofensiva
O presidente Donald Trump atribuiu diretamente ao Irã a responsabilidade pela violação do acordo de trégua, citando ataques de drones contra navios no Ormuz.
“Isso é uma violação tola do nosso cessar-fogo”, declarou Trump.
Ele autorizou os recentes strikes americanos como medida de retaliação. Nas últimas semanas, o presidente americano alternou entre ameaças duras — incluindo promessas de atingir o Irã “muito forte” e assumir controle de ativos petrolíferos — e sinais de busca por negociação.
Reação da IRGC
A IRGC acusou Washington de descumprir o Memorando de Islamabad e ameaçou paralisar todo o processo de paz caso as agressões continuem.
“Qualquer nova agressão receberá uma resposta esmagadora”, alertou o grupo.
Tensões em Alta e Impactos Imediatos
Defesas do Kuwait e do Bahrein foram ativadas, com relatos de interceptações de projéteis.
Até o momento, não há confirmação de baixas significativas ou danos graves nas bases americanas.
A nova troca de ataques eleva o risco de interrupção no suprimento global de petróleo, já que o Estreito de Ormuz volta a ser foco de insegurança.
A situação permanece fluida e altamente volátil. Analistas temem que o ciclo de retaliações possa comprometer de vez os esforços de desescalada iniciados há poucas semanas.
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