Trump endurece o tom e avisa: EUA não aceitarão ‘Estado vagabundo’ a 90 milhas da costa americana

TimeCras
Roberto Farias
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Washington, 20 de maio de 2026 – Em mensagem oficial divulgada nesta quarta-feira, o presidente Donald Trump elevou o nível de pressão sobre o regime cubano e deixou clara a posição de sua administração: os Estados Unidos não tolerarão um governo hostil operando tão perto de seu território.

Trump afirmou diretamente que a América não aceitará um “Estado vagabundo” (rogue state) a apenas 90 milhas (cerca de 145 km) de sua costa, referindo-se à ilha de Cuba. A declaração foi feita no dia em que Cuba comemora o aniversário de sua independência, o que dá ainda mais peso simbólico ao recado.

Segundo o presidente, o regime cubano abriga atividades militares, de inteligência e até operações ligadas a grupos considerados terroristas por Washington, além de servir como base de influência para Rússia, China e Irã na região do Caribe. “Não descansaremos até que o povo cubano recupere sua liberdade”, reforçou Trump.

Crise profunda em Cuba

A declaração acontece enquanto Cuba vive uma de suas piores crises econômicas e sociais das últimas décadas.

  • Apagões que duram até 20 horas por dia
  • Falta grave de combustível, alimentos e remédios
  • Colapso quase total da economia

O governo de Miguel Díaz-Canel atribui a situação ao embargo americano, mas críticos e analistas apontam a má gestão, a corrupção e o controle excessivo do Estado — especialmente do conglomerado militar GAESA — como causas principais.

Marco Rubio entra em cena

Ao mesmo tempo, o secretário de Estado Marco Rubio, filho de cubanos exilados, publicou um vídeo em espanhol direcionado ao povo cubano. Nele, Rubio responsabiliza o regime pela crise atual, rejeita a narrativa oficial do “bloqueio” como única causa e apresenta uma proposta de “nova Cuba”, com economia de mercado, liberdade de imprensa e eleições democráticas.

Rubio também anunciou a liberação de US$ 100 milhões em ajuda humanitária, que será distribuída diretamente por igrejas e organizações independentes, contornando o governo cubano.

Medidas já em andamento

Desde o início do segundo mandato de Trump, a Casa Branca vem adotando uma série de ações concretas:

  • Sanções mais duras contra dirigentes e empresas ligadas ao regime
  • Restrições ao fornecimento de petróleo a Cuba
  • Declaração de emergência nacional relacionada à segurança hemisférica
  • Investigações e indiciamentos nos EUA contra figuras históricas do regime, incluindo Raúl Castro

A estratégia combina pressão econômica máxima com comunicação direta à população cubana, buscando criar rachaduras internas no sistema.

Reações esperadas

  • A comunidade cubano-americana da Flórida recebeu as declarações com satisfação.
  • Do lado cubano, o governo deve responder com discursos enérgicos de soberania e denúncias de “imperialismo ianque”.
  • Analistas alertam que o agravamento da crise na ilha pode gerar nova onda migratória em direção à Flórida, repetindo episódios históricos como as crises de Mariel (1980) e dos balseros (1994).


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