Bagdá, 22 de maio de 2026 – Nas últimas horas da noite, múltiplos relatos de testemunhas e monitores de aviação confirmaram a presença de aviões de combate sobrevoando a capital iraquiana, Bagdá, e áreas centrais de Israel, com trajetória para o leste. A movimentação ocorre em um contexto de alta tensão regional, mais de dois meses após o início da guerra entre Israel, Estados Unidos e Irã.
De acordo com publicações em tempo real em redes sociais e contas especializadas em rastreamento aéreo, esquadrões israelenses foram vistos sobre a Cisjordânia rumando para leste, enquanto sons de jatos eram ouvidos claramente sobre Bagdá. O espaço aéreo iraquiano, que serve historicamente como corredor estratégico entre Israel e o Irã, volta a ser palco de intensa atividade militar.
Uma região em ebulição
O Iraque tem sido diretamente afetado pelo conflito iniciado em 28 de fevereiro de 2026, com ataques conjuntos de Israel e EUA contra alvos iranianos. Milícias pró-Irã baseadas em solo iraquiano responderam com foguetes e drones contra interesses americanos e israelenses, incluindo a Embaixada dos EUA em Bagdá.
O espaço aéreo iraquiano chegou a ser parcialmente fechado em março devido aos riscos de mísseis e drones em trânsito. Especialistas em segurança regional apontam que o uso do corredor iraquiano por aeronaves israelenses não é novidade: em operações anteriores, jatos cruzaram o espaço aéreo para atingir instalações no Irã, aproveitando a dificuldade do Iraque em monitorar voos em grande altitude.
Sinais preocupantes
Os relatos coincidem com outros indícios de movimentação militar:
- Aviões-tanque americanos em voo no Golfo, com transponders desligados;
- Interferências de GPS detectadas no oeste do Irã e em partes dos Emirados Árabes Unidos;
- Fechamento parcial do espaço aéreo no oeste iraniano.
Esses elementos sugerem a preparação ou execução de um “strike package” – pacote de ataque aéreo coordenado –, comum em operações de longo alcance da Força Aérea Israelense.
Sem confirmação oficial, mas com precedentes claros
Até o momento, nem o governo israelense, nem o iraquiano ou o americano emitiram declarações oficiais sobre a atividade reportada. Fontes diplomáticas em Bagdá afirmam que as autoridades monitoram a situação com preocupação, temendo que o país volte a ser usado como “campo de batalha alheio”.
O primeiro-ministro iraquiano, Mohammad Shia’ al-Sudani, tem buscado equilibrar relações com Washington e Teerã, mas o aumento de ataques de milícias xiitas contra bases americanas no país gera instabilidade interna.
Riscos de nova escalada
Analistas avaliam que, mesmo com um cessar-fogo frágil estabelecido em abril, o Irã continua reconstruindo capacidades e apoiando proxies na região. Israel, por sua vez, mantém uma doutrina de “ação preventiva” contra ameaças existenciais, especialmente relacionadas ao programa nuclear iraniano.
A presença de jatos sobre Bagdá reforça a vulnerabilidade do Iraque, um país ainda em recuperação de décadas de conflitos, que vê seu espaço aéreo violado com frequência por potências externas.
A situação segue em desenvolvimento. Monitores de aviação e fontes de inteligência abertas continuam registrando movimentações, e qualquer novo incidente pode rapidamente alterar o delicado equilíbrio regional.
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