Kyiv/Kaspiisk – 17 de maio de 2026 — Forças ucranianas atingiram um navio de patrulha de fronteira russo da classe Project 10410 Svetlyak no porto de Kaspiisk, na República do Daguestão, à beira do Mar Cáspio. O ataque, reivindicado pelo comando das Forças de Sistemas Não Tripulados das Forças Armadas da Ucrânia (frequentemente referenciado em contextos operacionais como SBS ou unidades especializadas), ocorreu na noite de 16 para 17 de maio e foi confirmado com a divulgação de imagens do impacto.
O navio, utilizado pela Guarda de Fronteira russa e pela Flotilha do Mar Cáspio, foi atingido por um drone de ataque FP-1 (Fire Point) enquanto estava atracado na base naval. Vídeos divulgados mostram o drone aproximando-se do alvo e o momento do impacto, gerando explosão e incêndio a bordo. Este é pelo menos o terceiro ou quarto ataque ucraniano contra ativos navais russos no Mar Cáspio apenas em maio de 2026.
Contexto estratégico
Kaspiisk abriga a principal base da Flotilha do Mar Cáspio da Marinha russa desde 2020. A região era considerada até recentemente um “quintal seguro” para Moscou, situada a mais de 1.500 km da linha de frente na Ucrânia. Navios baseados ali têm sido usados para lançar mísseis de cruzeiro Kalibr contra alvos ucranianos.
Além do navio de patrulha, fontes ucranianas relatam que a mesma operação ou ações correlatas danificaram outro navio militar (possivelmente um pequeno porta-mísseis da classe Karakurt ou um caça-minas) e instalações associadas, incluindo depósitos de munições e combustível. Três plataformas offshore da empresa russa Lukoil também foram atingidas recentemente no Mar Cáspio.
Reações e consequências
O comando ucraniano classificou o ataque como parte da campanha de “resposta assimétrica” aos bombardeios russos em grande escala contra infraestrutura e cidades ucranianas.
“Não existem mais águas seguras para a frota russa”, destacam comunicados oficiais.
Do lado russo, até o momento não há confirmação oficial detalhada sobre o estado exato do navio ou número de vítimas. Autoridades locais em Daguestão relataram atividade de defesa antiaérea intensa, com relatos de explosões e voos de drones sobre a área. Imagens de residentes mostram colunas de fumaça e fogo no porto.
Especialistas militares observam que esses ataques demonstram a crescente capacidade ucraniana de atingir alvos profundos no território russo com drones de longo alcance, forçando Moscou a dispersar e proteger ativos que antes operavam com relativa segurança.
A Flotilha do Mar Cáspio, embora menor que a do Mar Negro, tem importância logística e de projeção de força para a Rússia na região do Cáucaso e Ásia Central.
A situação continua em desenvolvimento. A Rússia costuma responder a esses ataques com novas ondas de mísseis e drones contra o território ucraniano.
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