Starobelsk (Lugansk) – Na madrugada desta sexta-feira (22), um ataque com drones ucranianos atingiu um colégio profissional e seu albergue estudantil na cidade de Starobelsk, controlada pela Rússia desde 2022, na autoproclamada República Popular de Lugansk. O balanço oficial russo indica ao menos quatro mortos e 35 feridos, a maioria adolescentes.
O incidente ocorreu enquanto cerca de 86 estudantes, com idades entre 14 e 18 anos, dormiam no local. O prédio principal e o dormitório foram severamente danificados, com parte da estrutura colapsando. Operações de resgate seguem em andamento, mas foram temporariamente interrompidas devido a alertas de novos ataques de drones.
Leonid Pasechnik, líder instalado pela Rússia na região de Lugansk, condenou o ataque com veemência:
“Drones inimigos atacaram o prédio acadêmico e o alojamento estudantil da Escola Profissional de Starobelsk, ligada à Universidade Pedagógica de Lugansk. Eles atingiram estudantes que estavam dormindo e descansando. Isso é um crime contra crianças indefesas.”
As autoridades russas abriram investigação por terrorismo e afirmam que não havia alvos militares nas proximidades do colégio. A comissária russa de Direitos Humanos, Yana Lantratova, reforçou que o ataque atingiu diretamente civis jovens. Até o momento, o governo ucraniano não se manifestou oficialmente sobre o caso.
Da escalada
Este ataque acontece em meio a uma série de declarações recentes do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que tem prometido intensificar ações em território russo e nas áreas ocupadas. Zelensky afirmou repetidamente que “haverá explosões na Rússia” enquanto o conflito continuar, reforçando a estratégia de Kiev de usar drones de longo alcance para pressionar a retaguarda russa e forçar a redistribuição de recursos militares.
Do lado russo, o episódio é visto como mais um exemplo da tática ucraniana de atacar infraestruturas civis na retaguarda para compensar as dificuldades no front de batalha. A Ucrânia, por sua vez, costuma justificar esses ataques como ações contra instalações que apoiam logisticamente as forças russas.
Impacto humanitário
O caso ganha contornos ainda mais graves por envolver estudantes menores de idade. Imagens que circulam nas redes mostram o prédio bastante destruído, com janelas estouradas e escombros espalhados. Equipes de emergência prestam apoio psicológico às famílias das vítimas.
Este tipo de incidente reforça o padrão observado ao longo dos mais de quatro anos de guerra: ambos os lados negam atacar civis deliberadamente, mas os danos colaterais — especialmente em áreas densamente povoadas ou ocupadas — seguem gerando controvérsias e acusações mútuas de crimes de guerra.
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