Trump avisa China: “Se enviarem armas ao Irã, terão grandes problemas”

TimeCras
Roberto Farias
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Washington – Em meio ao cessar-fogo frágil de duas semanas entre Estados Unidos e Irã, o presidente Donald Trump enviou um recado direto e duro à China. Segundo informações da inteligência americana divulgadas neste sábado (11 de abril de 2026), Pequim estaria se preparando para entregar ao Irã sistemas de defesa aérea portáteis conhecidos como MANPADS — mísseis antiaéreos disparados do ombro, capazes de atingir aeronaves em voo baixo.

Ao ser questionado por jornalistas ao deixar a Casa Branca rumo a Miami, Trump respondeu de forma curta e firme:
“Se a China fizer isso, a China vai ter grandes problemas, ok?”

Da tensão

A declaração reforça o tom de advertência adotado pelo presidente americano. Apenas três dias antes, em 8 de abril, Trump já havia anunciado que qualquer país que fornecesse armas militares ao Irã enfrentaria tarifas de 50% sobre todos os produtos exportados para os EUA, sem exceções.

O possível envio de armamentos chineses ocorre durante um acordo temporário de cessar-fogo, mediado com participação indireta de Pequim. Durante o conflito de cinco semanas entre EUA/Israel e Irã, os MANPADS representaram ameaça real a aeronaves americanas em baixa altitude.

A China nega as informações da inteligência dos EUA e classificou as acusações como infundadas, afirmando não estar fornecendo armas ao Irã neste momento.

O que está em jogo

Especialistas apontam que o envio desses mísseis seria uma escalada no apoio chinês a Teerã, mesmo que feito de forma discreta, possivelmente por meio de países intermediários. Trump, que deve se encontrar com o presidente Xi Jinping no próximo mês, deixou claro que não tolerará ações que comprometam a posição americana na região ou enfraqueçam o cessar-fogo.

Até o momento, Trump não detalhou quais seriam os “grandes problemas” que a China enfrentaria, mas a ameaça de tarifas pesadas já sinaliza uma possível resposta econômica imediata.

Situação em andamento

A Casa Branca e o governo chinês ainda não divulgaram posicionamentos oficiais mais detalhados. O cenário segue em desenvolvimento e pode impactar diretamente as relações comerciais e diplomáticas entre Washington e Pequim.


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