'Predadores vorazes': Violência como nova ordem mundial: relatório da Anistia expõe Netanyahu, Putin e Trump

TimeCras
Roberto Farias
0

Anistia Internacional lança seu Relatório Anual 2025/26 e classifica líderes de Israel, Rússia e EUA como “predadores” responsáveis pela piora global dos direitos humanos. Agnès Callamard alerta para o “apaziguamento” de governos e o colapso do direito internacional.


Brasília, 21 de abril de 2026 — A Anistia Internacional lançou nesta terça-feira seu relatório anual The State of the World’s Human Rights 2025/26 com um diagnóstico duro: 2025 foi marcado pela ascensão de líderes “predadores vorazes” que, segundo a organização, usam destruição, repressão e violência em larga escala para impor uma nova ordem mundial de dominação econômica e política.

Na apresentação do documento em Londres, a secretária-geral da entidade, Agnès Callamard, não poupou críticas diretas a três chefes de Estado: o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, o presidente russo Vladimir Putin e o presidente americano Donald Trump.

“Durante todo o ano de 2025, predadores vorazes percorreram nossos bens comuns globais, caçadores gigantescos que saqueiam troféus injustos. Líderes políticos como Trump, Putin e Netanyahu, entre muitos outros, realizaram suas conquistas por meio da destruição, da supressão e da violência em escala massiva”, afirmou Callamard, citada pelo próprio site da Anistia e por veículos como Al Jazeera e DW.

Principais acusações do relatório

  • Benjamin Netanyahu (Israel): A organização mantém a classificação de que as ações em Gaza configuram genocídio, mesmo após supostos cessar-fogos. O relatório aponta continuidade de violações graves contra civis palestinos e escalada de conflitos regionais.
  • Vladimir Putin (Rússia): Acusado de crimes contra a humanidade na Ucrânia, com a guerra descrita como uma das principais fontes de instabilidade global e violações sistemáticas.
  • Donald Trump (EUA): O documento critica ações como assassinatos extrajudiciais extraterritoriais, ataques a Venezuela e Irã, ameaças de anexação da Groenlândia e um conjunto inédito de medidas que, segundo a Anistia, enfraquecem o Estado de Direito e o direito internacional.

Callamard foi além: acusou a maioria dos governos — especialmente os europeus — de optarem pelo “apaziguamento” (appeasement) em vez de confrontar esses líderes. “Vivemos a era dos predadores e, com ela, a era dos covardes”, disse a dirigente, segundo relatos da Euobserver e da Inquirer.

Para a Anistia, o ano de 2025 representou um “ponto de virada” com “colapso sem precedentes” do sistema internacional de proteção aos direitos humanos. A entidade cita ainda conflitos não resolvidos no Congo, Mianmar e Sudão, mas concentra o tom mais incisivo nos três líderes mencionados, argumentando que eles inspiram outros governos a cometer abusos com impunidade.

A reação inicial

O relatório chega em meio a tensões geopolíticas elevadas.

  • Israel defende suas operações como legítima autodefesa contra o Hamas.
  • A Rússia nega crimes de guerra e acusa a Otan de provocação.
  • A administração Trump afirma priorizar a soberania americana e a segurança interna contra ameaças externas.

A Anistia Internacional, que historicamente critica violações em todos os espectros ideológicos, reforça no documento a necessidade urgente de accountability e de resistência coletiva ao que chama de “nova ordem predatória”. O texto completo será disponibilizado nas próximas horas no site oficial da organização.


Nota: A matéria é baseada exclusivamente em declarações e trechos do relatório divulgados hoje pela Anistia Internacional e confirmados por múltiplas fontes internacionais independentes.


Postar um comentário

0 Comentários

Não deixe de comentar, sua opinião faz a diferença aqui no Timecras!

Postar um comentário (0)

#buttons=(Ok, Go it!) #days=(20)

Usamos cookies para melhorar sua experiência. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Privacidade Confira
Ok, Go it!