Anistia Internacional lança seu Relatório Anual 2025/26 e classifica líderes de Israel, Rússia e EUA como “predadores” responsáveis pela piora global dos direitos humanos. Agnès Callamard alerta para o “apaziguamento” de governos e o colapso do direito internacional.
Na apresentação do documento em Londres, a secretária-geral da entidade, Agnès Callamard, não poupou críticas diretas a três chefes de Estado: o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, o presidente russo Vladimir Putin e o presidente americano Donald Trump.
“Durante todo o ano de 2025, predadores vorazes percorreram nossos bens comuns globais, caçadores gigantescos que saqueiam troféus injustos. Líderes políticos como Trump, Putin e Netanyahu, entre muitos outros, realizaram suas conquistas por meio da destruição, da supressão e da violência em escala massiva”, afirmou Callamard, citada pelo próprio site da Anistia e por veículos como Al Jazeera e DW.
Principais acusações do relatório
- Benjamin Netanyahu (Israel): A organização mantém a classificação de que as ações em Gaza configuram genocídio, mesmo após supostos cessar-fogos. O relatório aponta continuidade de violações graves contra civis palestinos e escalada de conflitos regionais.
- Vladimir Putin (Rússia): Acusado de crimes contra a humanidade na Ucrânia, com a guerra descrita como uma das principais fontes de instabilidade global e violações sistemáticas.
- Donald Trump (EUA): O documento critica ações como assassinatos extrajudiciais extraterritoriais, ataques a Venezuela e Irã, ameaças de anexação da Groenlândia e um conjunto inédito de medidas que, segundo a Anistia, enfraquecem o Estado de Direito e o direito internacional.
Callamard foi além: acusou a maioria dos governos — especialmente os europeus — de optarem pelo “apaziguamento” (appeasement) em vez de confrontar esses líderes. “Vivemos a era dos predadores e, com ela, a era dos covardes”, disse a dirigente, segundo relatos da Euobserver e da Inquirer.
Para a Anistia, o ano de 2025 representou um “ponto de virada” com “colapso sem precedentes” do sistema internacional de proteção aos direitos humanos. A entidade cita ainda conflitos não resolvidos no Congo, Mianmar e Sudão, mas concentra o tom mais incisivo nos três líderes mencionados, argumentando que eles inspiram outros governos a cometer abusos com impunidade.
A reação inicial
O relatório chega em meio a tensões geopolíticas elevadas.
- Israel defende suas operações como legítima autodefesa contra o Hamas.
- A Rússia nega crimes de guerra e acusa a Otan de provocação.
- A administração Trump afirma priorizar a soberania americana e a segurança interna contra ameaças externas.
A Anistia Internacional, que historicamente critica violações em todos os espectros ideológicos, reforça no documento a necessidade urgente de accountability e de resistência coletiva ao que chama de “nova ordem predatória”. O texto completo será disponibilizado nas próximas horas no site oficial da organização.
Nota: A matéria é baseada exclusivamente em declarações e trechos do relatório divulgados hoje pela Anistia Internacional e confirmados por múltiplas fontes internacionais independentes.
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