Operadores russos de drones são alvo de ataque ucraniano em Prishib

TimeCras
Roberto Farias
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Unidade especializada das Forças Armadas ucranianas divulga vídeo de operação que mira operadores de drones inimigos na retaguarda; ação integra estratégia de neutralização de ameaça aérea russa no sul da frente.

Brasília (20 de abril de 2026)

As Forças Armadas da Ucrânia anunciaram a realização de um ataque bem-sucedido com drone tático “Zozulya” contra uma equipe de operadores russos de veículos aéreos não tripulados (UAVs) na aldeia de Prishib, localizada na porção temporariamente ocupada da região de Zaporíjia. A operação, conduzida no domingo (19 de abril), foi divulgada nesta segunda-feira por canais oficiais ligados às unidades envolvidas.

De acordo com o comunicado, a ação contou com a participação do 422º Regimento Separado de Sistemas Não Tripulados “Luftwaffe” — uma das principais unidades ucranianas especializadas em guerra de drones no eixo sul — em conjunto com o Departamento de Ações Ativas da Direção Principal de Inteligência (GUR) do Ministério da Defesa ucraniano.



O vídeo divulgado, gravado em modo termal e com sobreposição gráfica de dados operacionais, mostra o drone se aproximando de um edifício específico na área residencial de Prishib, onde a equipe russa estaria posicionada. Após o travamento do alvo, registra-se o impacto direto seguido de explosão e liberação de fumaça densa. A legenda final do material afirma “Ціль знищена” (Alvo destruído) e encerra com a frase “продовження буде…” (continuação em breve), indicando que a operação faz parte de uma sequência de ações semelhantes.

Especialistas em guerra eletrônica e drones destacam que ações como essa representam uma mudança tática importante no conflito. Em vez de atacar apenas os drones em voo, as forças ucranianas vêm priorizando a eliminação dos próprios operadores russos — responsáveis pela correção de fogo de artilharia e pelo emprego de FPV (first-person view) contra posições ucranianas. A destruição de equipes treinadas na retaguarda reduz a capacidade operacional russa de forma mais duradoura do que a simples perda de equipamentos.

O “Zozulya” empregado na missão não se confunde com o drone de longo alcance homônimo apresentado em 2025. Trata-se, neste caso, de uma munição loitering ou FPV tático de médio alcance, otimizado para operações de precisão contra alvos de alto valor em ambiente urbano ou semiurbano.

Até o momento, não há confirmação independente ou declaração oficial do lado russo sobre baixas ou danos em Prishib. A região de Zaporíjia segue como um dos setores mais ativos da linha de frente, com intenso uso de drones de ambos os lados para reconhecimento, ataque e contramedidas.

A divulgação da operação ocorre em um momento de crescente debate internacional sobre o papel dos drones no conflito, que já acumula mais de três anos de duração e se caracteriza pela supremacia cada vez maior dos sistemas não tripulados sobre a guerra convencional.


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