Jerusalém, 13 de março de 2026 – A polícia de Israel anunciou oficialmente que o míssil balístico que impactou a localidade de Al-Zarazir (também grafada como Zarzir), no norte do país, foi lançado diretamente do território iraniano, e não pelo Hezbollah a partir do Líbano, como havia sido especulado inicialmente durante a confusão de múltiplos lançamentos simultâneos.
De acordo com comunicado divulgado pelas autoridades policiais israelenses na madrugada desta sexta-feira (13), a perícia realizada nos destroços e a análise da trajetória do projétil confirmaram a origem iraniana. A ogiva utilizada seria do tipo de fragmentação ou cluster (munição de dispersão), capaz de espalhar submunições sobre uma área ampla, o que explica os danos dispersos e o número de feridos reportados.
A vila de Zarzir, situada na região da Galileia e habitada majoritariamente por árabes beduínos israelenses, sofreu impactos diretos, com relatos de danos em residências, incêndios locais e pânico entre a população. Equipes de emergência, incluindo o Magen David Adom (serviço de resgate israelense), foram acionadas imediatamente. Fontes locais e postagens em redes sociais indicam dezenas de feridos — números que variam de 15 a mais de 50, incluindo crianças —, embora autoridades oficiais ainda não tenham divulgado balanço final consolidado de vítimas fatais ou gravemente feridas no incidente específico.
O esclarecimento da polícia surge em um momento de intensa atividade bélica no Oriente Médio. Nas últimas semanas, o Irã tem realizado ondas sucessivas de ataques com mísseis balísticos de longo alcance contra alvos em Israel, em retaliação a operações israelenses e americanas em território iraniano. Modelos como o Khorramshahr ou equivalentes, com capacidade para ogivas avançadas, têm sido empregados, diferenciando-se dos foguetes de curto e médio alcance lançados pelo Hezbollah no Líbano.
Especialistas militares destacam que a distinção é estratégica: mísseis balísticos iranianos cruzam espaço aéreo de países vizinhos e demandam interceptação por sistemas como o Arrow ou David’s Sling, enquanto foguetes libaneses são mais comumente enfrentados pelo Iron Dome. Há relatos de que áreas periféricas ou de menor prioridade defensiva, como comunidades árabes no norte, podem ter recebido menor cobertura antiaérea em comparação com centros populacionais judaicos.
Vídeos que circulam em redes sociais, incluindo relatos de moradores e análises independentes, mostram o momento da explosão, colunas de fumaça e sirenes de alerta ecoando pela região. A polícia israelense informou que a investigação prossegue para mapear detalhes técnicos adicionais, incluindo o modelo exato do míssil e possíveis coordenações com outros lançamentos.
O incidente integra uma escalada mais ampla do conflito entre Israel, Irã e seus aliados regionais, que já resultou em centenas de ataques mútuos desde o início de 2026. Israel respondeu com operações aéreas contra infraestrutura iraniana e posições do Hezbollah no Líbano, enquanto Teerã mantém a pressão com barragens de mísseis e drones.
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