Irã emprega mísseis com ogivas de fragmentação em novo ataque a Israel

TimeCras
Roberto Farias
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Tel Aviv/Teerã, 1º de março de 2026 – As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram que, em barragens recentes de mísseis balísticos lançados pelo Irã, pelo menos um projétil carregava uma ogiva do tipo cluster (munições de fragmentação ou submunições dispersáveis).



Segundo o porta-voz das IDF, a ogiva se abre em altitude descendente — cerca de 7 km — liberando aproximadamente 20 submunições menores, cada uma com cerca de 2,5 kg de explosivos. Elas se espalham em um raio estimado de até 8 km, projetadas para saturar áreas amplas e aumentar o potencial de danos indiscriminados.

Vídeos circulando em redes sociais mostram clarões no céu seguidos de dezenas de projéteis menores caindo simultaneamente sobre regiões centrais de Israel, incluindo áreas próximas a Tel Aviv e outras cidades densamente povoadas.

O uso dessa arma — já empregado pelo Irã durante a “Guerra de 12 Dias” em junho de 2025 — é considerado por analistas e organizações internacionais como uma violação potencial do direito humanitário, dada sua natureza indiscriminada e o risco de munições não detonadas (UXO) que permanecem perigosas por anos. Israel e aliados ocidentais condenaram o método como intencional para maximizar ameaças a civis, enquanto Teerã não comentou oficialmente sobre o tipo de ogiva.

As defesas aéreas israelenses, incluindo o Iron Dome e sistemas mais avançados, interceptaram a maioria dos mísseis, mas fragmentos e submunições causaram impactos no solo, danos materiais, incêndios localizados e alertas em massa para a população. Não há relatos imediatos de vítimas fatais em massa nesse ataque específico, mas o risco permanece elevado devido à dispersão ampla.

O ataque faz parte da resposta iraniana aos strikes conjuntos EUA-Israel, que visaram instalações nucleares, de mísseis e comando da Guarda Revolucionária — incluindo a suposta eliminação do líder supremo Ali Khamenei e outros altos oficiais. Israel continua operações ofensivas contra lançadores e estoques balísticos iranianos, enquanto o Irã mantém salvas intermitentes contra o território israelense e bases aliadas no Golfo.

Especialistas alertam que a introdução recorrente de ogivas cluster representa uma escalada qualitativa, complicando defesas antimísseis e ampliando o terror psicológico sobre a população civil. A comunidade internacional, incluindo a Anistia Internacional (que já classificou usos semelhantes em 2025 como violações graves), acompanha de perto, mas o conflito segue sem sinais de desescalada iminente.

Fontes oficiais: IDF, Times of Israel, agências internacionais.



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