Putin: Pronto para Prolongar Guerra por Controle Total de Donbas por Até Dois Anos, Revela NYT

TimeCras
Roberto Farias
0

 

O presidente russo Vladimir Putin estaria convencido de que a Rússia detém vantagem estratégica no front da Ucrânia e estaria disposto a estender o conflito por mais 18 meses a dois anos, com o objetivo central de conquistar o controle total da região de Donbas, especialmente a parte remanescente da oblast de Donetsk ainda sob domínio ucraniano.


Essa avaliação surge de uma reportagem publicada pelo The New York Times em 17 de fevereiro de 2026, baseada em fontes de inteligência militar e oficiais ocidentais.


De acordo com o jornal, Putin interpreta que o tempo joga a favor de Moscou: os avanços lentos, mas constantes, no leste do país, somados aos ataques regulares com mísseis e drones contra a rede energética e áreas civis ucranianas, reforçam progressivamente a posição russa. Ele considera que a Rússia consegue suportar o desgaste prolongado de forma mais resiliente que a Ucrânia e seus parceiros ocidentais, especialmente em um cenário de negociações diplomáticas intensas mediadas pelos Estados Unidos — com participação de enviados como Steve Witkoff e Jared Kushner —, que buscam concessões territoriais em Donbas para viabilizar um cessar-fogo.


O Donbas permanece o foco principal das ambições russas desde 2022, visto por Putin como peça-chave nas "causas raízes" da invasão. A oblast de Donetsk, em particular, tem cerca de 2.082 milhas quadradas (aproximadamente 5.400 km²) ainda em disputa, onde as forças russas avançam de forma gradual, mas a um custo elevado em recursos humanos e materiais. Capturar essa área permitiria a Putin construir uma narrativa de "vitória" simbólica, mesmo sem conquistas territoriais mais amplas em outras partes da Ucrânia.


As negociações recentes em Genebra (17-18 de fevereiro de 2026) e Abu Dhabi não registraram avanços concretos. Propostas americanas incluem a criação de zonas desmilitarizadas ou "zonas econômicas livres" em partes de Donbas, mas Moscou insiste na retirada total das forças ucranianas da região como condição mínima para qualquer acordo. A Ucrânia, por sua vez, rejeita firmemente qualquer cessão de soberania, argumentando que isso seria inaceitável para a população e violaria princípios constitucionais.


Analistas militares observam que, apesar de ganhos russos limitados em 2025 (cerca de 1.780 km²), uma ofensiva decisiva para tomar cidades fortificadas como Kramatorsk e Sloviansk exigiria meses ou anos adicionais, com perdas potencialmente catastróficas. A reportagem do NYT reforça a ideia de que Putin aposta na fadiga dos aliados ocidentais, na adaptação da economia e do exército russos ao conflito de atrito, e na possibilidade de forçar concessões sem uma vitória militar total.


O impasse diplomático persiste, com debates acalorados sobre os riscos de acordos parciais que poderiam apenas postergar novas escaladas futuras.


Postar um comentário

0 Comentários

Não deixe de comentar !

Postar um comentário (0)

#buttons=(Ok, Go it!) #days=(20)

Usamos cookies para melhorar sua experiência. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Privacidade Confira
Ok, Go it!