Salvador, 03 de fevereiro de 2026 – Um dia marcado por luto e tensão na capital baiana. O cabo da Polícia Militar da Bahia Glauber Rosa Santos, de 42 anos, perdeu a vida na manhã desta terça-feira após ser atingido por um disparo de fuzil na cabeça durante confronto com criminosos no bairro Vale das Pedrinhas, região periférica de Salvador.
O policial, lotado no 30º Batalhão da PM (algumas fontes citam o 40º BPM), integrava a corporação desde 2009 e era natural de Senhor do Bonfim, no norte do estado. Além da carreira militar, Glauber era conhecido por ser um pai dedicado — deixa esposa e dois filhos, incluindo uma menina que recentemente completou aniversário — e também atuava como mecânico em momentos fora do serviço.
O incidente ocorreu na madrugada desta terça (3), quando a guarnição em que o cabo estava foi surpreendida por disparos de alta potência durante patrulhamento ou atendimento de ocorrência na localidade. Socorrido imediatamente para o Hospital Geral do Estado (HGE), Glauber passou por cirurgia, mas não resistiu aos graves ferimentos cranianos.
A morte do agente mobilizou rapidamente a tropa. Em resposta, a Polícia Militar intensificou operações no Complexo do Nordeste de Amaralina — área próxima e dominada historicamente por facções criminosas, com forte presença do Comando Vermelho (CV) segundo investigações preliminares.
Ao longo da manhã e início da tarde, ocorreram pelo menos três confrontos armados distintos na região. O balanço oficial da PM aponta oito suspeitos mortos em trocas de tiros com as equipes policiais. Vários dos abatidos possuíam antecedentes criminais, incluindo envolvimento com tráfico de drogas e outros delitos violentos. Armas de fogo, munições e possivelmente entorpecentes foram apreendidos nos locais.
O secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, classificou o ataque ao cabo como “covarde” e garantiu que as investigações prosseguem com rigor para identificar e capturar os responsáveis diretos. Há informações de que a polícia busca oito suspeitos adicionais diretamente ligados à emboscada que vitimou o PM.
O governador Jerônimo Rodrigues manifestou pesar pela perda do policial e afirmou que “o que pôde ser feito para evitar a tragédia foi feito”, prometendo reforço no patrulhamento e apuração completa dos fatos. Políticos de oposição, no entanto, criticaram a gestão de segurança pública no estado, apontando o episódio como reflexo de falhas estruturais no combate ao crime organizado.
A família do cabo Glauber recebe apoio psicológico e institucional da PMBA. O corpo será velado e sepultado em cerimônia com honras militares, data e local a serem confirmados pela corporação.
A violência armada continua a desafiar a segurança pública em Salvador, especialmente em comunidades dominadas pelo narcotráfico. Casos como este reforçam a urgência de estratégias mais eficazes para proteger tanto a população civil quanto os agentes de segurança que arriscam a vida diariamente.
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