Vírus Nipah volta a preocupar o mundo: alta mortalidade e ausência de vacina

TimeCras
Roberto Farias
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Brasília, 28 de janeiro de 2026 – Um novo surto do vírus Nipah reacendeu o alerta internacional de saúde pública. Identificado inicialmente na Malásia em 1999, o patógeno voltou a circular na Índia, com casos confirmados em Bengala Ocidental. A preocupação é imediata: não existe vacina aprovada e a taxa de mortalidade pode variar entre 40% e 75%, dependendo das condições de atendimento.

O que sabemos até agora

  • Origem: O vírus tem como reservatório natural os morcegos frugívoros, conhecidos como “morcegos-da-fruta”.
  • Transmissão: Ocorre principalmente pelo contato com secreções de animais infectados ou consumo de frutas contaminadas. Há registros de transmissão entre humanos, o que amplia o risco de surtos.
  • Sintomas: Febre alta, dores de cabeça intensas, vômitos e dificuldade respiratória. Em casos graves, pode evoluir para encefalite, levando ao coma e à morte.

Situação atual

Autoridades indianas confirmaram novos casos em janeiro de 2026, incluindo profissionais de saúde. Mais de cem pessoas foram colocadas em quarentena para conter a propagação. Hospitais reforçaram protocolos de isolamento, e aeroportos retomaram medidas de triagem semelhantes às adotadas durante a pandemia de Covid-19.

Por que o Nipah preocupa

O vírus é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma das maiores ameaças emergentes. Sua combinação de alta letalidade, ausência de vacina e potencial de transmissão entre humanos o coloca na lista de patógenos prioritários para pesquisa.

Impactos globais

  • Saúde pública: Países vizinhos reforçam vigilância epidemiológica.
  • Economia: O risco de restrições de viagem e comércio pode afetar setores estratégicos na Ásia.
  • Ciência: Laboratórios internacionais aceleram estudos em busca de antivirais e vacinas experimentais.

Conclusão

O surto atual do Nipah mostra que o mundo continua vulnerável a vírus de alta mortalidade. A experiência da Covid-19 deixou lições sobre preparação e resposta rápida, mas a ausência de vacina contra o Nipah expõe lacunas graves na capacidade global de enfrentar novas emergências sanitárias.


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