Corpo de corretora Daiane Alves Souza é encontrado em mata de Caldas Novas após 43 dias

TimeCras
Roberto Farias
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Daiane, de 43 anos, sumiu ao descer ao subsolo do condomínio para verificar falta de energia. Polícia confirma localização do corpo em avançado estado de decomposição e aponta confissão do principal suspeito.


Caldas Novas, GO – Na madrugada desta quarta-feira (28 de janeiro de 2026), a Polícia Civil de Goiás localizou o corpo da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, 43 anos, desaparecida desde 17 de dezembro de 2025. A vítima foi encontrada em uma área de mata na cidade, a cerca de 15 km do centro, em estado avançado de decomposição, após 43 dias de buscas intensas.


Daiane, natural de Uberlândia (MG) e residente em Caldas Novas há aproximadamente dois anos, cuidava de seis apartamentos da família no Condomínio Amethist Tower. Ela foi vista pela última vez por volta das 18h50 do dia 17 de dezembro, descendo de elevador ao subsolo para verificar um problema de energia elétrica em seu apartamento. Câmeras de segurança registraram o trajeto, e a corretora enviou um vídeo a uma amiga reclamando que apenas sua unidade estava sem luz, enquanto as áreas comuns permaneciam iluminadas.


Familiares relatam histórico de desavenças com a administração do condomínio, incluindo cortes recorrentes de energia e água, que teriam motivado denúncias anteriores. Desde o desaparecimento, não houve movimentações bancárias nem uso do celular da vítima.


A investigação, conduzida pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Caldas Novas, em conjunto com o Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID) e a Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), avançou com quebra de sigilos e análise de imagens. Na madrugada de hoje, uma força-tarefa encontrou o corpo após indicação do local pelo principal suspeito.


O síndico do condomínio, Cléber Rosa de Oliveira, e seu filho Maykon Douglas de Oliveira foram presos em flagrante suspeitos de homicídio. De acordo com o delegado Pedromar Augusto de Souza, Cléber confessou o crime durante interrogatório, alegando discussão acalorada com Daiane no subsolo, no momento em que ela tentava religar a energia. Ele indicou o local onde o corpo foi abandonado, afirmando ter agido sozinho.


O porteiro do prédio também foi conduzido à delegacia para esclarecimentos, mas seu nome não foi divulgado. A Polícia Civil investiga a possível participação de outras pessoas e a motivação exata, que pode estar ligada a conflitos anteriores – incluindo uma denúncia do Ministério Público de Goiás contra Cléber por perseguição (stalking) com agravante de abuso de função, oferecida em janeiro de 2026.


A família de Daiane, que registrou boletim de ocorrência imediatamente após o sumiço, acompanha o caso com comoção. A Polícia Civil planeja coletiva de imprensa ainda hoje para detalhar a dinâmica do crime e os próximos passos.


O caso reacende alertas sobre segurança condominial e violência contra a mulher em ambientes residenciais.


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