Forte tremor atingiu o oeste do país, derrubou edifícios e deixou pessoas soterradas; abalo foi sentido em Bogotá e outras cidades
Colômbia, 10 de agosto de 2026 — Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu o oeste da Colômbia nesta segunda-feira (10), provocando uma grave emergência em várias regiões do país. O tremor derrubou edifícios, deixou pessoas soterradas e mobilizou equipes de resgate em uma operação que ainda está em andamento.
Segundo a atualização mais recente divulgada pela Reuters, pelo menos 111 pessoas morreram e outras 87 ficaram feridas. O número, entretanto, ainda pode mudar, já que equipes de emergência continuam trabalhando em áreas atingidas e há relatos de pessoas presas nos escombros.
O epicentro foi localizado nas proximidades de San José del Palmar, no departamento de Chocó, região do oeste colombiano. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o abalo ocorreu a aproximadamente 107 quilômetros de profundidade e foi sentido em importantes cidades colombianas.
Cidades registram desabamentos e danos
A força do terremoto provocou danos em diferentes localidades. Imagens divulgadas após o abalo mostraram moradores e equipes de emergência trabalhando entre estruturas destruídas e procurando possíveis sobreviventes.
Entre as áreas afetadas está Cali, onde foram registrados desabamentos de edifícios. Também houve vítimas e danos importantes em Pereira e Manizales, no chamado Eixo Cafeeiro.
A Al Jazeera, citando autoridades locais, informou inicialmente 18 mortos em Pereira, dois em Manizales e 27 no departamento de Valle del Cauca, onde fica Cali. Esses números, porém, foram posteriormente superados pelo balanço nacional de 111 mortes divulgado pela Reuters, evidenciando a rapidez com que as informações estão sendo consolidadas.
Em Quibdó, capital de Chocó, também foram registrados feridos e danos em construções. A governadora do departamento, Nubia Carolina Córdoba-Curi, alertou para a possibilidade de novos tremores e informou que uma avaliação dos estragos estava sendo realizada.
Bogotá sente o terremoto
Embora o epicentro esteja distante da capital, o terremoto foi sentido em Bogotá.
O tremor provocou o acionamento de alarmes de veículos e edifícios e levou moradores a deixar temporariamente algumas construções. Segundo o prefeito Carlos Fernando Galán, não havia, naquele momento, relatos de feridos na capital e os danos aparentavam ser limitados a algumas rachaduras.
A situação em Bogotá contrasta com a registrada em áreas mais próximas ao epicentro, onde o impacto foi consideravelmente maior.
Por isso, a informação de que o terremoto teria ocorrido "próximo a Bogotá" é imprecisa. A capital foi atingida pelo tremor, mas o epicentro estava no departamento de Chocó.
Medellín também adota medidas de segurança
Em Medellín, o terremoto provocou evacuações preventivas de edifícios. Moradores deixaram apartamentos e permaneceram nas ruas enquanto as estruturas eram avaliadas.
O prefeito Federico Gutiérrez determinou a suspensão temporária da operação normal do metrô para permitir inspeções de infraestrutura.
Até as primeiras avaliações divulgadas, não havia registro de colapsos generalizados ou mortes na cidade. Entretanto, municípios próximos registraram problemas estruturais, incluindo paredes danificadas e telhados que cederam.
Resgate entra em fase crítica
A prioridade das autoridades passou a ser a localização de pessoas que possam estar presas sob os escombros.
O presidente colombiano Abelardo de la Espriella, que havia assumido o cargo poucos dias antes, declarou uma situação de emergência nacional diante da dimensão do desastre. Em pronunciamento, afirmou que o governo mobilizou suas estruturas para proteger a população, atender as comunidades afetadas e levar ajuda às regiões atingidas.
O chefe de Estado destacou que o resgate das pessoas soterradas seria a prioridade imediata.
A operação exige cuidado adicional porque estruturas parcialmente destruídas podem apresentar risco de novos desabamentos. Equipes precisam avaliar a estabilidade dos edifícios antes de avançar em determinadas áreas.
Número de vítimas ainda pode aumentar
O balanço de mortos divulgado ao longo do dia sofreu mudanças significativas.
Nas primeiras horas após o terremoto, os números eram muito menores. A Al Jazeera registrava 69 mortes em uma atualização publicada durante o avanço inicial das operações. Mais tarde, a Reuters informou que o número havia subido para 111 mortos e 87 feridos.
A diferença entre os balanços é consequência da dificuldade de acesso a algumas regiões e da necessidade de confirmar informações antes da divulgação.
Em grandes desastres, localidades isoladas podem permanecer temporariamente sem comunicação, dificultando a identificação de vítimas e a avaliação dos danos.
Por essa razão, o balanço de 111 mortos deve ser tratado como provisório, podendo sofrer novas alterações.
Profundidade ajudou a espalhar o tremor por uma grande área
Um dos aspectos relevantes do terremoto é sua profundidade.
O USGS calculou o hipocentro a aproximadamente 107 quilômetros abaixo da superfície. Um terremoto nessa profundidade pode transmitir energia sísmica para uma área extensa, fazendo com que o tremor seja percebido a centenas de quilômetros do epicentro.
Isso ajuda a explicar por que o abalo foi sentido em cidades distantes, incluindo Bogotá.
A intensidade dos danos, entretanto, não depende exclusivamente da magnitude. A qualidade das construções, o tipo de solo, a profundidade do evento e a distância em relação ao epicentro também influenciam os efeitos sobre a população.
Não houve alerta de tsunami
Apesar da magnitude elevada, o sistema de alerta de tsunamis dos Estados Unidos informou que não havia alerta de tsunami relacionado ao terremoto.
A informação é relevante porque o epicentro ocorreu no oeste da Colômbia, região próxima ao Pacífico. A ausência de alerta reduziu o risco de uma segunda emergência associada a ondas oceânicas.
O principal perigo passou a ser concentrado nos danos estruturais, nos desabamentos e nas possíveis réplicas.
Risco de novos tremores preocupa autoridades
Após um terremoto de grande magnitude, réplicas podem ocorrer durante horas, dias ou até semanas.
A possibilidade preocupa especialmente em locais onde construções já foram danificadas pelo primeiro tremor. Uma nova movimentação do solo, mesmo de magnitude inferior, pode provocar o colapso de estruturas que ficaram fragilizadas.
A governadora de Chocó alertou justamente para esse risco e pediu atenção da população enquanto as equipes avaliavam a situação.
Uma emergência que ultrapassa o número de vítimas
Além da contagem de mortos e feridos, o terremoto cria uma série de problemas que podem persistir durante os próximos dias.
Hospitais precisam atender um fluxo elevado de pacientes. Estradas podem ficar comprometidas, comunidades podem enfrentar interrupções de energia e comunicação e famílias que perderam suas casas podem precisar de abrigo temporário.
A avaliação da infraestrutura também será fundamental. Edifícios que permanecem de pé podem apresentar danos internos que não são imediatamente perceptíveis.
Por isso, a reconstrução deverá começar apenas depois de uma avaliação detalhada dos locais afetados.
Colômbia enfrenta uma das maiores emergências do ano
O terremoto representa a primeira grande crise enfrentada pelo novo governo colombiano poucos dias após a posse de De la Espriella.
A resposta à tragédia exigirá coordenação entre governo nacional, autoridades departamentais e municipais, equipes de resgate, hospitais e órgãos responsáveis pela gestão de riscos.
Mais do que recuperar prédios danificados, o desafio imediato é impedir que o número de vítimas aumente durante as operações de salvamento.
Busca por sobreviventes continua
Com 111 mortos e 87 feridos no balanço mais recente, a Colômbia entra em uma corrida contra o tempo para localizar possíveis sobreviventes.
As equipes concentram esforços nas áreas onde foram registrados desabamentos e onde há relatos de pessoas desaparecidas.
Enquanto os trabalhos avançam, autoridades continuam atualizando os números e avaliando a extensão dos prejuízos.
O terremoto de magnitude 7,4 mostrou seus efeitos em uma área ampla do território colombiano, desde comunidades próximas ao epicentro em Chocó até grandes centros urbanos como Cali, Pereira, Manizales, Medellín e Bogotá.
A dimensão definitiva da tragédia, no entanto, ainda está sendo calculada. Novos balanços poderão ser divulgados à medida que os socorristas tenham acesso às áreas mais afetadas e concluam a identificação das vítimas.
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