Washington, 13 de junho de 2026 — O Departamento de Guerra dos Estados Unidos (antigo Pentágono) tornou públicos, nesta sexta-feira (12), mais 72 arquivos desclassificados relacionados a fenômenos anômalos não identificados (UAP), o termo oficial para o que popularmente se conhece como OVNIs. A nova leva inclui documentos, imagens, vídeos e áudios de agências como FBI, CIA, NASA e forças armadas, com destaque para registros recentes de esferas luminosas silenciosas sobre o Nordeste americano em 2024 e 2025.
A liberação faz parte do programa PURSUE (Presidential Unsealing and Reporting System for UAP Encounters), iniciativa de transparência determinada pelo presidente Donald Trump, que vem liberando arquivos em lotes progressivos desde maio de 2026. O site oficial war.gov/UFO já registra mais de 1,7 bilhão de acessos desde o lançamento.
A pressão por maior abertura sobre o tema ganhou força nos últimos anos após depoimentos de ex-oficiais militares ao Congresso americano e o vazamento de vídeos militares autenticados. O governo Trump elevou o nível ao ordenar a revisão e desclassificação em larga escala de milhões de páginas de registros que remontam aos anos 1940. Esta é a terceira tranche — as anteriores ocorreram em 8 e 22 de maio.
Diferentemente de relatórios anteriores focados em incidentes militares, a nova coleção traz maior volume de relatos civis e de agentes federais, muitos gravados com celulares comuns.
Entre os destaques estão vídeos e relatórios de “orbes” — esferas ou bolas de luz — observadas em áreas rurais e pouco povoadas do Nordeste dos EUA:
- “Orbs Over the Pond” (Outubro de 2024): Um cidadão filmou com iPhone uma esfera luminosa semelhante a plasma, pairando a cerca de 820 metros acima de um lago. O objeto mudou de forma e brilho, pareceu se dividir em pontos menores e permaneceu estacionário por cerca de 45 minutos antes de desaparecer. O vídeo foi autenticado pelas autoridades.
- Avistamento de julho de 2025: Um casal relatou duas esferas vermelhas que se fundiram silenciosamente. O caso ocorreu na mesma região de outros avistamentos semelhantes, formando um possível “hotspot”.
Outros arquivos descrevem discos rotativos, objetos em forma de “batata” e relatos históricos. Nenhum dos casos da nova leva recebeu explicação definitiva. As agências classificam a maioria como “não resolvida” por falta de dados suficientes para atribuí-los a drones, balões, lixo espacial ou fenômenos atmosféricos.
Das reações
- Para o público: O material alimenta tanto o interesse científico quanto teorias conspiratórias. O site oficial virou fenômeno de audiência, refletindo curiosidade global.
- No Brasil: Onde o tema OVNIs tem forte tradição cultural (com casos históricos como o da Operação Prato, na Amazônia), a liberação deve reacender debates em comunidades ufológicas e entre cientistas.
- Politicamente: A iniciativa reforça a imagem de transparência do governo Trump, mas também gera críticas: analistas apontam que, até agora, não houve “revelação bombástica” sobre vida extraterrestre ou tecnologia alienígena.
- Economicamente: O interesse renovado pode beneficiar indústrias como sensoriamento, drones e entretenimento. Para o setor de defesa, reforça a necessidade de investimentos em detecção de anomalias.
Especialistas ouvidos por grandes veículos americanos destacam que, embora fascinantes, os vídeos não constituem prova de origem extraterrestre. Muitos fenômenos podem ter explicações prosaicas, mas a recorrência em certas áreas sugere a necessidade de mais estudos científicos rigorosos.
O Departamento de Guerra já anunciou que novas liberações estão em andamento. O processo de revisão de dezenas de milhões de documentos deve continuar por meses ou anos.
Para o Brasil, observadores internacionais veem a transparência americana como possível referência. A Força Aérea Brasileira e o governo federal poderiam, no futuro, adotar modelos semelhantes de desclassificação, aumentando o conhecimento público sobre relatos nacionais.
.jpg)
Não deixe de comentar, sua opinião faz a diferença aqui no Timecras!