Manama, Bahrein / Kuwait City, Kuwait / Amã, Jordânia – 10 de junho de 2026 — A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) executou nesta quarta-feira uma nova onda coordenada de ataques com mísseis balísticos e drones contra instalações militares americanas em vários países do Golfo Pérsico e na Jordânia. A ação marca mais uma escalada no conflito direto entre Teerã e Washington, que se intensificou após strikes americanos em radares e defesas iranianas próximas ao Estreito de Ormuz.
Os ataques ocorrem em retaliação direta a ações recentes dos EUA, incluindo o abate de um helicóptero Apache americano por um drone iraniano (Shahed) perto da costa de Omã em 8 de junho, e subsequentes bombardeios americanos em sites iranianos. O presidente Donald Trump ordenou respostas proporcionais, o que levou à mais recente troca de golpes.
Principais alvos e relatos atualizados
- Kuwait: A Base Aérea Ali Al Salem foi alvo de mísseis balísticos. Fontes iranianas reivindicam impactos, enquanto o Kuwait confirmou intercepções. Explosões e sirenes de alerta foram registradas em Kuwait City.
- Bahrein: O quartel-general da 5ª Frota da Marinha dos EUA em Manama foi atacado múltiplas vezes com mísseis e drones. Autoridades reportaram danos em estruturas adjacentes e uma morte anterior por destroços.
- Jordânia: A Base Al-Azraq / Muwaffaq Salti foi atingida por quatro mísseis de longo alcance. Há alegações de danos em hangares de F-35 e centros de comando. Forças jordanianas interceptaram cinco projéteis.
- Emirados Árabes Unidos: Bases Al Dhafra e áreas próximas a Dubai registraram alertas e tentativas de ataque. Dois drones caíram perto do Aeroporto Internacional de Dubai, deixando quatro feridos.
- Arábia Saudita: A Base Aérea Prince Sultan sofreu tentativas de ataque com mísseis balísticos, interceptados pelas defesas sauditas. Relatos indicam atividade de drones perto de Riyadh.
- Outros locais: A Base Al Udeid no Qatar e instalações no norte do Iraque também foram mencionadas, com relatos de mísseis atingindo radares americanos.
Defesas, danos e baixas
Sistemas Patriot e THAAD interceptaram a maioria dos projéteis, mas análises de satélite confirmam impactos reais em várias bases, com danos em hangares, radares e infraestrutura logística. Estimativas apontam para centenas de milhões de dólares em prejuízos acumulados. O Pentágono minimiza os danos e afirma que não houve baixas americanas significativas nesta rodada, enquanto o IRGC descreve os ataques como “precisos e esmagadores”.
Não há confirmação independente de uso extensivo de aeronaves tripuladas iranianas, devido à superioridade aérea americana e israelense. As operações iranianas concentram-se em mísseis balísticos (Fateh, Qiam, Sejjil) e drones Shahed.
Contexto mais amplo da escalada
O conflito, que se arrasta desde fevereiro de 2026, viu um cessar-fogo frágil ser rompido recentemente. A crise atual gira em torno do controle do Estreito de Ormuz, rota vital para o petróleo global. O Irã busca afirmar domínio sobre a região e deter operações americanas, enquanto os EUA respondem a ameaças diretas a suas forças e ao tráfego marítimo.
Países do Conselho de Cooperação do Golfo condenaram os ataques iranianos e reforçam defesas. Os preços do petróleo dispararam com o risco de interrupção no fluxo energético. Analistas destacam que a estratégia iraniana de saturação com mísseis e drones testa os limites das defesas regionais, elevando custos para todas as partes envolvidas.
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