EUA divulgam imagens de ataques contra o Irã enquanto Teerã nega contatos com Trump e promete “retaliação esmagadora”

TimeCras
Roberto Farias
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TimeCras News | 10 de junho de 2026 — O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) divulgou imagens e vídeos que, segundo a Força Armada americana, mostram lançamentos de mísseis e ataques de precisão contra alvos militares iranianos, incluindo radares de vigilância, sistemas de comunicação e defesas aéreas. A ação ocorre em meio a uma nova escalada de confrontos no Estreito de Ormuz, enquanto o Irã rejeita qualquer diálogo direto com o presidente Donald Trump e renova ameaças de resposta contundente.

As imagens liberadas pelo CENTCOM ilustram o que Washington descreve como “ataques adicionais de autodefesa” realizados por forças aéreas, navais e de fuzileiros, em resposta à derrubada de um helicóptero Apache do Exército dos EUA por forças iranianas nos últimos dias. Os alvos incluíram instalações próximas ao Estreito de Ormuz.

Até o momento, não há confirmação independente detalhada sobre a extensão dos danos causados pelos ataques americanos. O Irã, por sua vez, reporta impactos em infraestruturas civis e militares, mas minimiza os efeitos operacionais.

Negação iraniana de contatos com Trump

Autoridades iranianas rechaçaram veementemente alegações de que estariam mantendo conversas telefônicas ou negociações diretas com a administração Trump. O Ministério das Relações Exteriores e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, classificaram as declarações americanas como “falsas” e destinadas a manipular os mercados de energia.

“Não há negociações sob ameaça militar ou bloqueio naval. Qualquer nova agressão será respondida com retaliação esmagadora, decisiva e além das regras convencionais”, reforçou o posicionamento de Teerã.

Essa linha mantém o padrão iraniano de negar contatos públicos para preservar a imagem de resistência interna, mesmo em meio a uma economia fortemente pressionada pelos bloqueios navais americanos.

Relatos não confirmados sobre navio americano

Fontes israelenses, como o jornal Yediot Ahronoth e o portal Ynet, mencionaram a possibilidade de danos a um navio da Marinha dos EUA durante os confrontos recentes. No entanto, nem o CENTCOM nem o Pentágono confirmaram qualquer avaria em embarcações de guerra americanas. Washington continua afirmando que todas as ameaças iranianas foram neutralizadas ou interceptadas, sem admitir impactos significativos em suas forças navais.

Essa dinâmica reflete a guerra de informação que acompanha os confrontos: o Irã reivindica acertos frequentes, enquanto os EUA destacam a precisão de suas operações e a ausência de danos relevantes.

Um conflito intermitente

Os atuais confrontos fazem parte de uma crise mais ampla iniciada em fevereiro de 2026, que já causou degradação significativa da frota naval iraniana e de suas capacidades litorâneas. Apesar de um cessar-fogo frágil negociado em abril, as hostilidades persistem em torno do Estreito de Ormuz, com os EUA mantendo um bloqueio naval efetivo que impede o acesso de petroleiros iranianos ou vinculados ao regime.

Analistas observam que os Estados Unidos combinam pressão militar com sinais diplomáticos, enquanto o Irã busca equilibrar respostas assimétricas (mísseis, drones e ações por procuração) com a necessidade de evitar um confronto total que poderia acelerar o colapso econômico.

Impacto Global

A situação permanece extremamente volátil. Qualquer novo incidente no Ormuz pode provocar interrupções graves no fornecimento global de energia, com repercussões diretas nos preços internacionais do petróleo. Fontes oficiais de Washington, Teerã e Jerusalém seguem em alerta máximo, e o mundo acompanha os desdobramentos com atenção redobrada.


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