Mulher é presa em São Paulo suspeita de matar animais e vender vídeos na internet

TimeCras
Roberto Farias
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Imagem Ilustrativa

A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta quinta-feira (28) Daiana Schuinsekel de Almeida, investigada por produzir e comercializar vídeos envolvendo maus-tratos e morte de animais pela internet. O caso, que ganhou repercussão nacional ao longo do dia, é tratado pelas autoridades como um possível esquema de exploração criminosa com alcance internacional.

Segundo informações divulgadas pelas forças de segurança, a suspeita teria utilizado plataformas digitais e ambientes restritos da internet para vender conteúdos violentos a compradores estrangeiros. As investigações apontam que os vídeos envolviam pequenos animais submetidos a situações extremas de crueldade, como coelhos, pintinhos e gatos.

A prisão ocorreu na região central da capital paulista após uma operação conduzida por equipes especializadas da Polícia Civil. A identificação de Daiana foi possível graças a tatuagens e marcas corporais que apareciam nos vídeos. Agora, o foco principal da apuração é entender a dimensão da rede de distribuição do material e identificar possíveis cúmplices ou financiadores.

Investigação começou após denúncia internacional

O caso começou a ser investigado após uma denúncia enviada por uma organização não governamental estrangeira dedicada à proteção animal. A entidade teria identificado conteúdos produzidos no Brasil circulando em grupos privados utilizados para compartilhamento de violência extrema contra animais.

A partir das informações recebidas, investigadores brasileiros iniciaram o rastreamento digital da suspeita. Durante a apuração, autoridades encontraram indícios de movimentações financeiras relacionadas à venda dos vídeos e conexões com usuários de outros países. Os valores cobrados variavam entre 20 e 50 euros por vídeo.

Os investigadores acreditam que parte do material era comercializada para públicos específicos que pagavam para solicitar conteúdos personalizados, prática que vem preocupando órgãos internacionais de combate a crimes digitais e violência animal.

Crime pode envolver organização criminosa online

Embora a prisão tenha sido realizada contra uma única suspeita, a polícia não descarta a existência de uma rede maior atuando por trás da comercialização dos vídeos. Especialistas em crimes cibernéticos afirmam que esse tipo de conteúdo costuma circular em fóruns fechados e comunidades clandestinas na internet, muitas vezes associados a outros crimes digitais.

As autoridades agora analisam computadores, celulares e dispositivos eletrônicos apreendidos durante a operação. O objetivo é identificar clientes, intermediários e possíveis participantes do esquema.

Além dos crimes de maus-tratos a animais, a investigação pode avançar para acusações relacionadas à associação criminosa, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de conteúdo violento em ambiente digital.

Legislação brasileira prevê pena para maus-tratos

No Brasil, maus-tratos contra animais são considerados crime ambiental. A legislação prevê penas mais severas quando os atos resultam em morte ou envolvem extrema crueldade, especialmente em casos envolvendo cães e gatos.

Nos últimos anos, operações contra crimes digitais ligados à violência animal passaram a receber maior atenção das autoridades brasileiras e internacionais. Organizações de proteção animal alertam que a monetização desse tipo de conteúdo pela internet vem crescendo em plataformas clandestinas, impulsionada por pagamentos anônimos e criptomoedas.

Caso gera forte reação nas redes sociais

A repercussão do caso provocou indignação nas redes sociais ao longo desta quinta-feira. Usuários cobraram punições rigorosas e maior fiscalização sobre plataformas utilizadas para distribuição de conteúdos violentos.

Entidades de defesa animal também pediram o fortalecimento da cooperação internacional para combater crimes virtuais envolvendo crueldade contra animais. Para especialistas, o caso evidencia como práticas criminosas podem ultrapassar fronteiras digitais e dificultar investigações tradicionais.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam e novas prisões não estão descartadas.



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