Primeira morte por síndrome alfa-gal nos EUA alerta Brasil para alergia rara causada por carrapato

TimeCras
Roberto Farias
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Nova Jersey, EUA – Os Estados Unidos registraram a primeira morte confirmada pela síndrome alfa-gal, uma alergia grave à carne vermelha provocada por picada de carrapato. A vítima foi um piloto de 47 anos que morreu horas após comer um hambúrguer, sem saber que tinha a doença.O homem foi picado por vários carrapatos durante um acampamento. Semanas depois, ao consumir carne vermelha, teve uma reação alérgica retardada (cerca de 4 horas após a refeição) que evoluiu para choque anafilático fatal.A síndrome alfa-gal acontece quando o carrapato transmite uma molécula de açúcar presente na carne de mamíferos (boi, porco, cordeiro). Os sintomas surgem entre 2 e 6 horas após comer a carne, o que torna o diagnóstico mais difícil e perigoso.No Brasil, a síndrome ainda é muito raraDiferente dos EUA, onde já há centenas de milhares de casos suspeitos, no Brasil a condição é praticamente desconhecida:
  • Existem menos de 5 casos publicados na literatura médica até 2026.
  • Um dos casos conhecidos foi de um idoso de 78 anos no Rio Grande do Norte, que teve reação grave após comer buchada de bode.
  • Não há nenhuma morte registrada por síndrome alfa-gal no país.
Os carrapatos brasileiros podem transmitir a molécula alfa-gal, mas parecem fazê-lo com menor frequência. Além disso, muitos médicos ainda não estão familiarizados com a doença, o que pode fazer alguns casos passarem despercebidos.Alerta importanteMesmo sendo rara no Brasil, a morte nos EUA serve como aviso para quem vive em áreas rurais ou tem contato frequente com carrapatos. Mudanças climáticas e desmatamento podem aumentar o risco no futuro.Como se prevenir:
  • Use repelente e roupas compridas em áreas de mato.
  • Verifique o corpo após atividades ao ar livre.
  • Quem teve picadas frequentes e sente sintomas horas depois de comer carne vermelha deve procurar um alergista e fazer o exame de IgE para alfa-gal.
Por enquanto, não há motivo para pânico no Brasil, mas o caso americano reforça a necessidade de conhecer melhor as doenças transmitidas por carrapatos.

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